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OEm Fact Sheets
OEm Fact Sheets é uma publicação periódica de textos de síntese em que são analisados sumariamente indicadores sobre a emigração portuguesa de particular interesse para investigadores, decisores políticos e jornalistas. Os textos são completados por tabelas, gráficos e mapas e têm por objetivo divulgar publicamente, em tempo útil, alguns dos principais resultados do trabalho do Observatório.

Coordenação  Inês Vidigal
Periodicidade  Quadrimestral
ISSN  2183-4385 (online)

 

Mara Clemente
Entre 2008 e 2014 foram sinalizadas em Portugal 1,110 pessoas traficadas. Cerca de um quarto dessas pessoas eram cidadãos de origem portuguesa. Tratava-se, principalmente, de homens explorados no trabalho, dentro ou fora do país. A experiência de alguns atores diretamente envolvidos na luta contra o crime de tráfico de seres humanos (TSH) permite entender melhor o problema. Estudos qualitativos aprofundados, com o envolvimento das pessoas traficadas, poderiam contribuir não só para o conhecimento do fenómeno como para melhor prevenir e assistir os cidadãos traficados. +
Rui Pena Pires & Inês Espírito-Santo
De acordo com os dados do Eurostat sobre as migrações nos países da UE e EFTA, Portugal, que apresentava um saldo migratório positivo de quase 47 mil indivíduos em 2000, passou a ser, em 2013, um dos países europeus com saldo mais negativo em termos absolutos (-36 mil indivíduos) e relativos (-0.3% da população residente). Naquele ano, só Polónia, Grécia e Espanha apresentavam saldos mais negativos, em termos absolutos. Descontando os efeitos dos movimentos de retorno, em pior situação do que Portugal apenas apareciam Polónia e Roménia. +
Cláudia Pereira, Nuno Pinto, Rui Pena Pires
Numa amostra de 349 enfermeiros portugueses emigrados no Reino Unido, cerca de metade eram jovens recém-licenciados, com menos de 25 anos, que aqui encontraram o seu primeiro emprego. Em regra, o emprego no Reino Unido foi obtido através de agências empregadoras que, neste país ou em Portugal, recrutam enfermeiros portugueses. Na maioria dos casos, a emigração traduziu-se em percursos de mobilidade profissional. +
Inês Vidigal & Rui Pena Pires
Em 2013, o Banco de Portugal registou, na rubrica das remessas de emigrantes, mais de três mil milhões de euros transferidos para Portugal, o que correspondeu a cerca de 1.8% do PIB daquele ano. Em conjunto, os dois países onde residem mais portugueses, França e Suíça, foram também os países de origem de mais de metade das remessas recebidas. Em sentido inverso, quase metade das remessas enviadas para o estrangeiro por imigrantes residentes em Portugal tiveram o Brasil por destino. Em 2012 e 2013 subiu significativamente o valor das remessas recebidas, em mais de 10% ao ano em termos nominais. Portugal foi, em 2012, o 29.º país do mundo que recebeu mais remessas de emigrantes. Porém, o seu grau de dependência económica das remessas da emigração tem decrescido nas últimas décadas, sendo hoje baixo pelos padrões internacionais. +
Rui Pena Pires, Cláudia Pereira, Inês Espírito-Santo
Segundo os dados dos censos de 2011, mais de um milhão de portugueses estavam emigrados nos países da União Europeia e da EFTA. França, Luxemburgo e, em menor grau, Alemanha destacavam-se entre os antigos países de emigração. Suíça, Reino Unido e Espanha eram os novos países da emigração portuguesa na Europa. +

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