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OEm Fact Sheets
OEm Fact Sheets é uma publicação periódica de textos de síntese em que são analisados sumariamente indicadores sobre a emigração portuguesa de particular interesse para investigadores, decisores políticos e jornalistas. Os textos são completados por tabelas, gráficos e mapas e têm por objetivo divulgar publicamente, em tempo útil, alguns dos principais resultados do trabalho do Observatório.

Coordenação  Inês Vidigal
Periodicidade  Quadrimestral
ISSN  2183-4385 (online)

 

Ana Filipa Cândido
De acordo com os dados da DIOC 2010/11 (base de dados sobre imigrantes portugueses nos países da OCDE), cerca de 1 milhão e 400 mil portugueses estavam emigrados em países da OCDE. No diz respeito às qualificações, os emigrantes portugueses possuíam maioritariamente um nível de escolaridade baixo, incluindo nos países em que existia um maior stock de portugueses. Ainda que existisse um predomínio de emigrantes com baixa escolaridade, assiste-se a um aumento do número de emigrantes com escolaridade mais alta no caso dos que emigraram mais recentemente, isto é, quando o tempo de estadia corresponde a um ano ou menos. A emigração mais recente tende, pois, a ser mais qualificada.+
Inês Vidigal
Análise de uma série estatística longa sobre as entradas de migrantes estrangeiros no Canadá. A série, de periodicidade anual, inicia-se em 1966 e termina 50 anos depois, em 2016, no caso dos dados sobre entradas totais de estrangeiros e de portugueses naquele país. Os dados sobre as restantes nacionalidades de migrantes entrados no Canadá cobrem um período mais curto, de 35 anos, com início em 1980 e fim em 2015. A análise da série permite identificar o declínio da emigração portuguesa para o Canadá e suas relações com a evolução da imigração canadiana em geral. Esta evolução é marcada pelo progressivo declínio das origens europeias dos migrantes entrados no Canadá e o crescimento, em contrapartida, da imigração asiática.
Isabel Tiago de Oliveira, Pedro Candeias, João Peixoto, Jorge Malheiros, Joana Azevedo
Na primeira década deste século (2001-2011) regressaram a Portugal pelo menos 233 mil emigrantes com naturalidade portuguesa. Mais de dois terços destes emigrantes regressaram de França, Suíça, Espanha, Reino Unido e Alemanha. Mais de três quartos voltaram durante a idade ativa, estando em idade de reforma menos de um quinto. Entre os que tinham 15 ou mais anos a escolaridade era tendencialmente baixa: quase 60% tinha no máximo o 9.º ano de escolaridade, menos de 30% o ensino secundário e pouco mais de 10% o ensino superior. Em termos de condição perante o trabalho, a situação mais frequente era a de emprego (mais de 40%), seguida da de reforma (cerca de 25%) e da de desemprego (pouco mais de 10%). Por último, dos emigrantes regressados que exerciam uma profissão, cerca de 80% era empregado por conta de outrem. +
Mara Clemente
Entre 2008 e 2014 foram sinalizadas em Portugal 1,110 pessoas traficadas. Cerca de um quarto dessas pessoas eram cidadãos de origem portuguesa. Tratava-se, principalmente, de homens explorados no trabalho, dentro ou fora do país. A experiência de alguns atores diretamente envolvidos na luta contra o crime de tráfico de seres humanos (TSH) permite entender melhor o problema. Estudos qualitativos aprofundados, com o envolvimento das pessoas traficadas, poderiam contribuir não só para o conhecimento do fenómeno como para melhor prevenir e assistir os cidadãos traficados. +
Rui Pena Pires e Inês Espírito-Santo
De acordo com os dados do Eurostat sobre as migrações nos países da UE e EFTA, Portugal, que apresentava um saldo migratório positivo de quase 47 mil indivíduos em 2000, passou a ser, em 2013, um dos países europeus com saldo mais negativo em termos absolutos (-36 mil indivíduos) e relativos (-0.3% da população residente). Naquele ano, só Polónia, Grécia e Espanha apresentavam saldos mais negativos, em termos absolutos. Descontando os efeitos dos movimentos de retorno, em pior situação do que Portugal apenas apareciam Polónia e Roménia. +
Cláudia Pereira, Nuno Pinto, Rui Pena Pires
Numa amostra de 349 enfermeiros portugueses emigrados no Reino Unido, cerca de metade eram jovens recém-licenciados, com menos de 25 anos, que aqui encontraram o seu primeiro emprego. Em regra, o emprego no Reino Unido foi obtido através de agências empregadoras que, neste país ou em Portugal, recrutam enfermeiros portugueses. Na maioria dos casos, a emigração traduziu-se em percursos de mobilidade profissional. +
Inês Vidigal & Rui Pena Pires
Em 2013, o Banco de Portugal registou, na rubrica das remessas de emigrantes, mais de três mil milhões de euros transferidos para Portugal, o que correspondeu a cerca de 1.8% do PIB daquele ano. Em conjunto, os dois países onde residem mais portugueses, França e Suíça, foram também os países de origem de mais de metade das remessas recebidas. Em sentido inverso, quase metade das remessas enviadas para o estrangeiro por imigrantes residentes em Portugal tiveram o Brasil por destino. Em 2012 e 2013 subiu significativamente o valor das remessas recebidas, em mais de 10% ao ano em termos nominais. Portugal foi, em 2012, o 29.º país do mundo que recebeu mais remessas de emigrantes. Porém, o seu grau de dependência económica das remessas da emigração tem decrescido nas últimas décadas, sendo hoje baixo pelos padrões internacionais. +
Rui Pena Pires, Cláudia Pereira, Inês Espírito-Santo
Segundo os dados dos censos de 2011, mais de um milhão de portugueses estavam emigrados nos países da União Europeia e da EFTA. França, Luxemburgo e, em menor grau, Alemanha destacavam-se entre os antigos países de emigração. Suíça, Reino Unido e Espanha eram os novos países da emigração portuguesa na Europa. +

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