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Candidatos trazem suas prioridades para Política das Comunidades
2009-09-03
Confira a entrevista com quatro candidatos do Brasil, pelo Círculo Fora da Europa, às eleições legislativas portuguesas.

Em 27 de setembro, acontece as Eleições Legislativas portuguesas. Os cidadãos lusos residentes fora de Portugal também podem participar da votação, desde que estejam recenseados nos Consulados, para eleger quem vai compor o Parlamento português.

O Jornal Mundo Lusíada questionou quatro candidatos do círculo fora da Europa, residentes no Brasil, sobre as suas prioridades na política das Comunidades.

O candidato do PS, dirigente associativo em Santos e membro do CCP Mundial, José Duarte faz referência ao Portugal moderno, defendendo que neste aspecto nunca houve um Governo tão reformista como o do primeiro-ministro José Sócrates. "Foi um Governo do PS que criou os apoios para os idosos e os excluídos, o ASIC e o ASEC. Estes apoios são muito importantes para os nossos compatriotas aqui no Brasil, porque há muitos que beneficiam dele. Eu gostaria até que pudesse haver um reforço dessas prestações" afirma Duarte, dizendo ainda que o programa do partido para as Comunidades é "muito ambicioso e coerente".

Já para o deputado da emigração eleito pelo PSD pelo círculo de fora da Europa, Carlos Páscoa, o trabalho será de continuidade na luta para ter uma representação definitiva de Portugal em Santos. Na cidade do litoral paulista, o governo português quis extinguir o posto consular.

"Pela nossa atuação em conjunto com as associações e a comunidade, conseguimos que o governo recuasse nessa decisão e mantivesse pelo menos os serviços administrativos. Isto apesar de ser muito importante não nos tranquiliza, pois se o empresário que decidiu assumir esse ónus amanhã mudar de ideia, voltamos a ter desconforto na nossa comunidade", diz ele citando a decisão de Armênio Mendes em custear funcionários e instalações para o consulado honorário.

Ildefonso Garcia, candidato do CDU, destacou em suas prioridades o reforço dos apoios aos emigrantes reformados e aos mais carenciados. Criticando a política de José Sócrates, Garcia defendeu a valorização do movimento associativo e autonomia do CCP, além de defender a promoção da cultura portuguesa, com um "maior investimento em meios humanos, técnicos e materiais para esta divulgação", além de projetos de intercâmbio de jovens luso-descendentes.

Do Paraná, Casirimo Martins Rodrigues (PND), presidente do Portugal Club, defende uma nação portuguesa coesa e indivisível. "Há que unir os quatro arquipélagos, Continente, Diáspora, Açores e Madeira, eliminando discriminações injustas e aberrantes, acabando com tratamentos de primeira, segunda e terceira classes, a todos tornando iguais perante a lei, quando todos os direitos nela consignados o sejam de todos os portugueses, qualquer que seja o lugar de nascimento, o país onde vivam, a profissão, o grau de instrução, a idade ou o sexo" diz Casimiro prometendo não dar trégua aos pares da Assembleia da República, até que "seus direitos sejam implantados e respeitados".

Debate em São Paulo
Para abordar o assunto, ainda, o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira de São Paulo promove um debate entre os candidatos Carlos Páscoa (PSD), Ildefonso Garcia (CDU) e José Duarte (PS) em 11 de setembro.

Nesta sexta, a partir das 19h, no Salão Nobre da Casa de Portugal de São Paulo, o Conselho promove um encontro entre candidatos à Assembléia da República de Portugal para as eleições que determinarão a composição do Parlamento.

Confira a seguir a resposta na íntegra de quatro candidatos do Brasil, feita pelo Mundo Lusíada >>

As minhas prioridades políticas serão as que radicam no trabalho que é sempre necessário fazer para promover a aproximação entre os portugueses que vivem fora do país e Portugal. Há sempre muito trabalho a fazer nesta matéria, não só melhorando os serviços do Estado, mas também mantendo a pressão para que as políticas do Governo sejam implementadas. Estou convencido que Portugal precisa de continuar na senda da modernização. E neste aspecto, nunca houve um Governo tão reformista como o do Primeiro-Ministro José Sócrates. Ao termos um Governo que moderniza o país, estamos também a contibuir para que todos os portugueses da diáspora sintam orgulhosos do seu Portugal. Portugal é hoje um país que está na frente em algumas áreas, como na política energética e em algumas áreas da medicina. Temos uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas do mundo. Irei sempre batalhar para que os serviços consulares sejam mais eficazes,para que haja uma efectiva projeção dos valores e personalidades das comunidades, dos luso- descendentes, da economia e da cultura.

Na qualidade de Deputado das Comunidades e de novamente candidato nas eleições legislativas de 27 de Setembro, tenho como meta e preocupação permanentes a valorização dessas Comunidades e a melhoria do atendimento às suas necessidades. No caso específico de Santos temos um bom exemplo do trabalho que temos que desenvolver e de como temos que actuar em prol de defender os interesses das Comunidades. No período em que o actual Governo Socialista informava o encerramento do Consulado de Santos, apresentando como alternativa enviar um funcionário de São Paulo duas vezes por semana para fazer o atendimento à Comunidade, actuei em conjunto com as Associações e com a Comunidade no sentido de demonstrar ao Governo que estava cometendo um dos maiores erros contra uma das mais respeitadas Comunidades Portuguesas do mundo. As prioridades para as Comunidades Portuguesas terão que ser a sua valorização enquanto verdadeiras Embaixadas de Portugal.

Criação na dependência da PR de um Órgão de Apoio á Diáspora. Direito automático à Nacionalidade Portuguesa até a 3ª geração. O Recadastramento imediato de todos os portugueses fora de Portugal. Equiparação do custo de documentos nos consulados iguais em Portugal. Que o Voto emigrante sempre se processe via correio. Que os milhões de portugueses na diáspora passem a eleger na AR e em todos os outros órgãos de poder - a representação proporcional ao seu numero, importância econômica e valor cultural. Que o CCP, volte a sua pureza original, seja Institucionalizado e definitivamente liberto de qualquer SECP. Sempre escutarei as comunidades, e fazer que seus anseios e necessidades sejam discutidas no MNE ou AR. Objetivos e conquistas principais que decididamente assumo como indeclináveis, e pelas quais lutarei se for pela Emigração eleito , prometo - em tudo quanto interesse á DIÁSPORA - não dar tréguas aos meus pares na AR, até que nossos direitos na emigração sejam implantados e respeitados.

A CDU dará destaque ao reforço dos apoios concedidos aos emigrantes reformados e aos mais carenciados, através da proposta de criação de um mais amplo fundo de apoio social. Continuaremos a defender a promoção da cultura portuguesa, exigindo um maior investimento em meios humanos, técnicos e materiais para esta divulgação e apoiando a promoção de projectos de intercâmbio de jovens luso descendentes com Portugal.
Uma das nossas maiores prioridades será a luta contra o desmantelamento da rede consular, empreendido pelo governo Sócrates/PS, exigindo serviços consulares modernos, eficazes e acessíveis, garantindo um serviço público de qualidade. Destacamos ainda o apoio e incentivo da participação cívica e política dos emigrantes, com a valorização do movimento associativo,recreativo e desportivo e respeitando a autonomia do CCP, através da criação de condições técnicas e materiais que possibilitem o exercício pleno das suas funções. Os emigrantes ao votarem na CDU garantem a continuidade da luta pelos seus interesses.

Mundo Lusíada, aqui.

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