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Basílio Horta contacta agentes económicos sul-africanos
2009-09-02
O presidente da Agência para o Investimento e Comércio de Portugal (AICEP Portugal Global) chega hoje à tarde a Joanesburgo, onde manterá contactos com agentes económicos sul-africanos e portugueses radicados na África do Sul.

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio de Portugal (AICEP Portugal Global) chega hoje à tarde a Joanesburgo, onde manterá contactos com agentes económicos sul-africanos e portugueses radicados na África do Sul.

A visita do presidente do AICEP à maior economia da África a sul do Saara inicia-se com um encontro com a coordenação da política económica portuguesa na África do Sul, após o que se seguirão reuniões de trabalho com a Agência para o Desenvolvimento Económico de Gauteng (GEDA), e administradores do banco sul-africano ABSA, que é detido maioritariamente pelos ingleses do Barclays.

Quinta-feira, após várias reuniões de trabalho, Basílio Horta terá um encontro na embaixada de Portugal em Pretória com agentes económicos, muitos dos quais da vasta comunidade portuguesa estabelecida na África do Sul.

As trocas comerciais entre Lisboa e Pretória, embora tenham registado um crescimento sustentado na última década, estão, segundo muitos analistas, ainda longe do seu máximo potencial.

De acordo com estatísticas do Departamento do Comércio e Indústria sul-africano, em 1999 a África do Sul exportou para Portugal mercadorias avaliadas em 500 milhões de randes (45,45 milhões de euros) e importou do nosso país 367 milhões de randes (33,36 milhões de euros) em produtos vários.

Quase uma década depois, em 2008, as exportações de Pretória para Portugal ascenderam aos 2,97 mil milhões de randes (270 milhões de euros) e a suas importações situaram-se nos 1,05 mil milhões de randes (91,36 milhões de euros).

O principal produto da pauta das exportações sul-africanas para Portugal (e que tradicionalmente provoca o desiquilíbrio das contas a favor de Pretória) é o carvão.

Pela parte portuguesa, a cortiça é o produto mais importante no conjunto das suas exportações para a África do Sul, seguindo-se os fios e outros condutores incluindo fibras ópticas.

Apesar disse, as exportações de cortiça para a África do Sul, protagonizadas pela Amorim, que está representada na Cidade do Cabo há 25 anos, caíram 20,63 por cento entre 2007 e 2008, devido à utilização crescente de vedantes alternativos e dos chamados "screw caps" pela indústria vinícola sul-africana.

"Essa tendência significa que os produtores sul-africanos estão cada vez mais a seguir os exemplos de países como os Estados Unidos e Argentina para apostar no segmento do mercado dos vinhos tipo commodity em prejuízo dos topos de gama com grande qualidade", explicou à Lusa o director da Amorim Cork South Africa, Joaquim Sá.

O mesmo responsável revelou que a sua empresa decidiu avançar para a distribuição de outros produtos de cortiça no mercado sul-africano, com destaque para os soalhos e pavimentos desportivos, tendo já vendido este tipo de produtos para dois dos estádios sul-africanos nos quais se disputará o Mundial de futebol de 2010: o de Green Point na Cidade do Cabo, e o de Royal Bafokeng, perto da cidade de Rustenburg, no Noroeste.

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