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Educação: Novos currículos da Escola Portuguesa de Macau publicados pelo Ministério
2009-08-21
Macau, China, 21 Ago (Lusa) – O Ministério da Educação publicou, em Diário da República, a portaria que aprova o “reajustamento” dos currículos da Escola Portuguesa de Macau, tornando-os mais flexíveis e adaptados à realidade local, para facilitar a gestão dos recursos da instituição.

O novo plano curricular da Escola Portuguesa de Macau (EPM) será aplicado no próximo ano lectivo que arranca a 10 de Setembro.

De acordo com a portaria publicada em Diário da República de 20 de Agosto, a flexibilização curricular da EPM pretende disponibilizar um "percurso escolar mais flexível (...), de forma a satisfazer as necessidades e interesses da comunidade e facilitar a gestão dos recursos humanos e financeiros da escola".

Os ajustamentos no ensino básico e secundário "favorecem o multilinguismo e contribuem para o desenvolvimento da educação para a cidadania (...), tendo em conta a diversidade cultural característica da sociedade macaense", justifica o ministério.

A directora da EPM, Edith Silva, já realçara por diversas ocasiões a importância da flexibilização dos currículos, a par da internacionalização da escola - um projecto a médio e longo prazo - como formas de garantir a sobrevivência da instituição, que tem vindo a perder alunos.

Também a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, salientou, numa deslocação a Macau em Julho de 2008 para discutir o futuro da escola, que "flexibilizar os currículos é absolutamente essencial".

"É muito importante que a escola se afirme como um espaço de excelência atractivo para a comunidade portuguesa residente em Macau, mas também para jovens com outras origens e culturas", sustentou Maria de Lurdes Rodrigues.

O novo plano curricular da EPM apresenta duas vias de estudo - A e B - e torna obrigatório, na via A, o ensino do mandarim e do inglês do primeiro ciclo ao final do secundário e apenas o inglês na via B.

No 3.º ciclo é introduzida, na via de estudos B, uma segunda língua opcional, o mandarim ou francês.

Ainda no ensino básico é substituída a disciplina de História e Geografia de Portugal no 2.º ciclo por História e Geografia de Portugal e de Macau e os programas de Estudo do Meio, de História e de Geografia são adaptados para integrarem as realidades locais.

Por outro lado, no ensino secundário são criados os cursos científico-humanísticos de Ciências, Humanidades e Artes, com base na oferta nacional, e é introduzida a disciplina de Informática a título obrigatório nos três anos.

A Escola Portuguesa de Macau, constituída em Abril de 1998, está em funcionamento desde o ano lectivo 1998/1999.

PNE.

Lusa, aqui.

 

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