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Jornais caseiros e rádio ajudam integração na sociedade britânica
2009-08-10
Comunidade portuguesa no Reino Unido continua a criar os seus próprios meios de comunicação

Do 'jornal caseiro' ao programa de rádio regional, a comunidade portuguesa no Reino Unido continua a criar os seus próprios meios de comunicação para informar mas também para ajudar a integrar na sociedade britânica.

Este é o objectivo de Paulo Aleixo, que há um mês produz um programa na Zeta FM, uma rádio comunitária em Mildenhall, na região de Suffolk, no sudeste inglês, onde residem dezenas de milhar de portugueses.

No programa de três horas, entrevista pessoas, recebe telefonemas e transmite conselhos e informações relacionados com a vida da comunidade na zona.

As questões mais abordadas, disse à agência Lusa, relacionam-se com seguros de automóvel e regras de trânsito locais, que são diferentes das portuguesas e causam problemas para muitos emigrantes.

"Tentamos alertar e dizer o que devem fazer", resume o radialista, que trabalhou em Portugal na rádio Energia, Marginal e TSF e cuja principal ocupação é actualmente a de responsável de colheitas numa quinta.

Desde que começou o programa 'O Galo de Barcelos', no início de Julho, Aleixo acredita que o número de ouvintes tem aumentado graças à transmissão do programa também pela internet.

"Recebemos e-mails de Manchester, Liverpool, Cambridge e até Londres a dizer até que enfim que há um programa de rádio", congratulou-se.

A um nível mais local, Manuel Mendonça criou mais a norte, em Great Yarmouth, uma newsletter que já vai no sexto número em 16 meses.

"Antes chamava-se o Boca a Boca e tive de lutar muito para que fosse bilingue", disse o presidente da associação Heróis do Mar à Lusa.

A ideia, contou, foi sempre de tentar aproximar portugueses e ingleses, mostrando os "pontos que os unem".

Por isso escreveu textos sobre personagens históricas, como a rainha Catarina de Bragança, responsável pela introdução do hábito de beber chá em Inglaterra, e o duque de Wellington, que liderou as tropas britânicas no combate às invasões francesas em Portugal.

A newsletter, que agora se chama 'Heróis do Mar', possui também informação sobre a região e as actividades da associação.

A tradução em inglês, reconhece, não é perfeita "porque acho que os ingleses também pretendem perceber o nosso mecanismo mental de construção de frases, que é diferente", justifica. "Não lhe quero tirar essa genuinidade", valorizou.

Consciente das limitações do seu jornal amador, Manuel Mendonça não faz concorrência a outros jornais da comunidade portuguesa no Reino Unido.

"Não é uma newsletter de informação, é uma newsletter de integração", vincou.

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