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Imigração portuguesa no Grão-Ducado do Luxemburgo
2000-03-29
Dissertação de mestrado de Luís Miguel Marques Duarte em Desenvolvimento e Cooperação Internacional, apresentada ao Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, em 2005, sobre os aspetos sociais e económicos da emigração portuguesa para o Luxemburgo, sob orientação do professor João Peixoto.

Título  Imigração portuguesa no Grão-Ducado do Luxemburgo: aspectos sociais e económicos
Autor  Luís Miguel Marques Duarte
Orientador  João Alfredo dos Reis Peixoto
Ano  2005
Institutição  Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade de Lisboa
Área  Mestrado
Área  Desenvolvimento e Cooperação Internacional
Palavras-chave  Migração, integração, qualidade de vida, educação, regresso, desenvolvimento, emigração portuguesa, Luxemburgo
URI  http://hdl.handle.net/10400.5/18801

 

Resumo 

Este trabalho assenta em três pilares principais: a revisão das teorias da emigração, incluindo as suas causas e consequências; a análise da emigração portuguesa em geral e dos destinos mais demandados; e o estudo aprofundado da emigração portuguesa no Luxemburgo. Este último pilar suporta todo o "peso" dos problemas sentidos pelos imigrantes portugueses no Grão-Ducado do Luxemburgo e pelas suas famílias. A aliviar este "peso" estão as vantagens desta imigração - a tentar integrar-se cada vez mais na sociedade do país que a acolheu. Esta emigração que conseguiu proporcionar aos seus agentes um nível de vida que nunca atingiriam para cá do "cais" que os viu partir, assegurando-lhes trabalho, mais justiça salarial, direito a boas estruturas de saúde e respeito pela sua dignidade pessoal e social. Em troca deste "bem-estar" foi a força dos seus braços, a sua dedicação ao trabalho, a sua humildade, o seu apego ao cumprimento das regras e leis vigentes no país de acolhimento, que contribuíram, e contribuem, para o desenvolvimento económico, laboral e equilíbrio social deste "pequeno - grande" país. O imigrante português no Grão-Ducado do Luxemburgo não lhe alterou a história; não mexeu com os princípios dos seus naturais; não perturbou a sua paz social; antes o enriqueceu com a sua contribuição generosa. Quando a mão-de-obra escasseava os imigrantes portugueses souberam dizer "presente", aceitando desempenhar trabalhos, bem humildes, que os naturais desprezavam. Em vagas, mais ou menos numerosas, chegaram, constituindo hoje a maior comunidade de imigrantes neste país da Europa Central. Aí preparam os seus filhos para um trabalho mais qualificado e estes para, a exemplo dos seus pais, educarem os seus filhos formando a segunda e terceira geração. Tudo na vida tem o seu lado positivo e o seu lado negativo. Este é, sem dúvida, o insucesso escolar e a dificuldade em obter a dupla nacionalidade.

 

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