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Marginal de Durban "pintada" com as cores da Madeira e Portugal
2009-07-06
Durban, África do Sul, 06 Jul (Lusa) - Ranchos e grupos folclóricos madeirenses e comida tradicional da ilha marcaram no domingo, de forma exemplar, a secular presença de uma forte comunidade madeirense na cidade costeira de Durban.

Durban, África do Sul, 06 Jul (Lusa) - Ranchos e grupos folclóricos madeirenses e comida tradicional da ilha marcaram no domingo, de forma exemplar, a secular presença de uma forte comunidade madeirense na cidade costeira de Durban.

Para assinalar o Dia da Região Autónoma da Madeira na capital sul-africana do turismo, os madeirenses e seus descendentes "pintaram" literalmente com as cores das bandeiras da região autónoma e de Portugal a bela marginal de Durban, marcando a sua presença e a sua interacção com os povos e etnias locais de forma exemplar.

Com efeito, dançarinas tradicionais zulus e indianas, os dois maiores grupos étnicos da região, actuaram no palco principal do festival madeirense, arrancando prolongados aplausos aos milhares de pessoas presentes no festival.

Enquanto os zulus são oriundos da própria região, os indianos estabeleceram-se em grandes números na zona hoje conhecida por Kwazulu-Natal a partir de meados do século 19 quando os britânicos começaram a "importar" trabalhadores da Índia para as plantações de cana de açúcar do então Natal.

O festival madeirense de ontem atraiu à marginal sul-africanos de todas as origens, repetindo o sucesso da iniciativa de um grupo de portugueses que se repete todos os anos na última década.

O secretario regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, que conhece bem a comunidade madeirense de Durban, manifestou apreço pelos organizadores, que com esta iniciativa conferem uma visibilidade e dignidade únicas à sua comunidade nesta cidade de 3,5 milhões de habitantes, com o maior porto do continente africano e ricos laços históricos com Portugal.

"Fernando Pessoa viveu e estudou aqui, muito antes disso foi a tripulação de Vasco da Gama que baptizou a região de Natal e as marcas de Portugal não param aí", salientou à Lusa o ex-conselheiro comunitário Elias de Sousa, ele próprio um dos organizadores do festival anual.

Os lucros do festival, que tem uma forte componente comercial com dezenas de tendas onde se vendem os mais variados produtos e iguarias portuguesas, são canalizados para obras de beneficência da comunidade portuguesa de Durban.

AP

Jornal Expresso, aqui, acedido a 07 de Julho de 2009

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