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Ex-emigrantes portugueses divididos entre a saudade e o medo
2016-07-09
As razões que levaram Adelino Santos a deixar a Venezuela, seguindo o exemplo de muitos emigrantes portugueses, estão assinaladas no seu corpo sob a forma de cicatrizes, recordações das muitas vezes em que foi assaltado.

Um corte de faca no peito, um pouco acima do coração, outro na cara, marcas de chumbos de caçadeira nas costas e nos ombros, um chumbinho de zagalote ainda encravado sob a pele numa das mãos, enumera o antigo padeiro, nascido na Venezuela, filho de pais portugueses, enquanto levanta a camisa para mostrar as cicatrizes, indiferente à chuva miúda que cai na aldeia da Malhada (Cantanhede).

 

"Parece que andei na guerra", ironiza num português com forte sotaque castelhano, resumindo numa palavra o que o levou há sete anos a pegar na família e a rumar à terra dos pais: "Inseguridad". Insegurança.

"Inseguridad", repetem em coro os elementos da equipa de 'baseball' os Latinos da Bairrada, quase todos ex-emigrantes na Venezuela ou descendentes de luso-venezuelanos, quando são convidados a explicitar a razão que os levou a trocar o país sul-americano por Portugal.

 

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