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“Grande país só há um: Portugal”, diz Marcelo onde antes existiu a "Bidonville”
2016-06-11
Presidente e primeiro-ministro garantem empenho aos emigrantes lesados do BES, mas estes prometem continuar a manifestar-se e apelam ao boicote de envio de remessas para Portugal.

Em pleno campeonato europeu de futebol em França, a frase do Presidente da República no segundo dia das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades na zona de Paris podia parecer uma metáfora futebolística, mas não era: “Sendo a França um grande país, porque é um grande país, verdadeiramente grande país só há um: é Portugal. Os melhores somos nós. A França é excepcional, mas nós somos muito melhores, mas muito melhores”.

Foi em Champigny-sur-Marne, município vizinho de Paris, que, a partir da década de 60, os emigrantes portugueses construíram um bairro de lata a que chamaram “Bidonville”. Neste sábado, aquele chão - limpo desde 1972, quando o bairro foi abaixo -, foi palco para os chefes de Estado e de Governo de Portugal condecorarem três franceses e outros tantos portugueses que se destacaram na integração da comunidade lusa em França.

A começar pelo antigo maire comunista Louis Talamoni, que arriscou a sua reeleição na década de 60 pela sua acção em prol da melhoria das condições de vida naquele bairro de lata. Talamoni foi homenageado a título póstumo: o seu filho recebeu a comenda da Ordem do Mérito e o seu rosto foi eternizado em pedra por cima de uma pilha de livros sobrepostos que representam as milhares de histórias dos portugueses que ali viveram.

Perante centenas de emigrantes e lusodescendentes residentes em Champigny e Creteil – onde antes inaugurara a primeira rotunda com o nome de um português vivo, o empresário Armando Lopes -, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou a “odisseia” da vaga de emigração “a salto” do tempo da ditadura e de como esta ignorava essa realidade “mas equilibrava as finanças com as suas remessas”. E de como a democracia foi “lentamente” invertendo esse sentimento.

 

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