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Governo português admite ser um "problema grave" a fraca participação eleitoral dos emigrantes
2016-04-14
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas assume que o problema da falta de participação dos emigrantes nos atos eleitorais é "grave". Em visita ao Brasil, José Luís Carneiro garantiu que o Governo já começou a tomar medidas para contrariar essa tendência.

São Paulo - O estado brasileiro do Mato Grosso do Sul, que, junto com São Paulo, representa o maior colégio eleitoral português fora de Portugal, será pioneiro em um projeto da Secretaria das Comunidades Portuguesas, ligada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, que visa aumentar a participação cívica dos emigrantes e dos luso- brasileiros nos atos eleitorais.

Pelo projeto, cidades situadas a quilômetros de distância da capital mato-grossense, Campo Grande, onde fica o consulado português, terão uma mesa de votação e também poderão fazer o recenseamento dos emigrantes que lá residem. Hoje, o recenseamento é feito em São Paulo e como a votação é presencial, feita no consulado, muitos emigrantes que moram longe acabam deixando de participar nos atos eleitorais por terem de percorrer longa distância.

"O problema é grave nas comunidades de todo o mundo e por isso já começamos a tomar providências", diz José Luis Carneiro, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, em entrevista ao Portugal Digital. "Hoje, temos mais de 5 milhões de portugueses, emigrantes, lusos ou descendentes, além dos cidadãos com nacionalidade portuguesa. Desses, uma média de 300 mil se recensearam, mas apenas aproximadamente 5% votaram nas últimas eleições para presidente, em janeiro", diz o governante. 

"Há um problema efetivo no quadro da participação democrática no âmbito da atividade cívica dos portugueses no exterior", afirmou. A mudança em relação à mesa de votação foi decidida na terça-feira, 12, em reunião de Carneiro no Consulado Geral de Portugal em São Paulo, durante sua primeira visita oficial fora da Europa desde sua posse no Governo, em 26 de novembro último.  Segundo Carneiro, o assunto será uma das prioridades de sua gestão com base na política do Ministério dos Negócios Estrangeiros de criar condições que permitam abrir mais mesas de voto nos territórios mais distantes dos postos consulares e, assim, facilitem o recenseamento.

 

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