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Transporte ilegal de emigrantes: do perigo de vida ao contrabando
2016-03-28
Veículos sem condições mínimas, falta de seguros, contrabando de produtos alimentares e outros e, acima de tudo, falta de fiscalização. Tudo parece valer no mundo do transporte ilegal de emigrantes entre Portugal e a Suíça.

Empresários do ramo dos transportes internacionais especializados em operar no mercado da emigração traçam um cenário negro do mundo do transporte ilegal dos portugueses a trabalhar na Suíça e noutros países da Europa. Falam de vários acidentes no passado como o que matou, na passada quinta-feira, em França, 12 emigrantes que vinham da Suíça para passar a Páscoa a Portugal e denunciam um "mercado negro sem regras". Acima de tudo, dizem, há "uma enorme falta de fiscalização" por parte das autoridades portuguesas e acrescentam que, se as polícias não apertarem os controlos, acidentes como o de quinta-feira vão continuar a verificar-se.

Para os operadores legais ouvidos pelo PÚBLICO, o acidente da passada semana foi uma "tragédia" que, porém, não causa surpresa. "O que se passa é uma vergonha. É tudo feito à descarada e ninguém faz nada", diz Michel Ferreira, da empresa Samar, com sede em Britiande, Lamego, e que tem um serviço regular de transportes entre Portugal e a Suíça.

Para este empresário, que opera desde 2002, actualmente "cerca de 70% do transporte" rodoviário entre os dois países "é ilegal e a maior parte é realizado sem condições de segurança".

"O que eu digo não é nenhuma novidade. Toda a gente, desde os emigrantes aos operadores, conhecem este mercado negro sem regras. Basta ir às muitas associações portuguesas e aos cafés de portugueses para ver as dezenas de anúncios nas paredes a oferecer este tipo de transportes", denuncia.

 

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