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Seleção proibida de fazer treino para emigrantes
2016-06-07
Federação queria abrir as portas aos emigrantes. Mas estado de alerta levou a polícia francesa a travar o evento

A seleção nacional foi impedida pela polícia francesa, por motivos de segurança, de realizar um treino à porta aberta num estádio em Bondoufle, localidade que fica a cerca de 30 quilómetros de Paris e a 15 do centro de estágio português, em Marcoussis. Segundo informações recolhidas pelo DN, o evento estava a ser preparado - até para aproveitar a vasta comunidade portuguesa emigrada no país do Euro 2016 - mas a polícia francesa desaconselhou veementemente tal iniciativa, dadas as regras de segurança que serão aplicadas na competição, que arranca já esta sexta-feira.

A UEFA, entidade organizadora do Europeu, determina que todas as seleções realizem um treino aberto e, nesse sentido, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) terá tentado agendar essa sessão para o dia 9 de junho, tendo escolhido o estádio Robert-Bobin, que tem capacidade para 19 mil pessoas. No fundo, os dirigentes da FPF pretenderiam antecipar as comemorações do dia de Portugal com um banho de apoio à seleção, que chega a França precisamente na próxima quinta-feira, um dia depois de disputar um jogo particular frente à Estónia, no Estádio da Luz (ver págs 50 e 51).

No entanto, esse plano teve de ser cancelado. Segundo fonte da PSP, a polícia francesa quer evitar ao máximo grandes concentrações de pessoas, que não sejam em jogos. Por isso, as selecções serão quase que confinadas aos respetivos locais de estágio, de forma a que o número de adeptos que assistam aos treinos abertos seja o mais reduzido possível, logo mais controlável, numa altura em que França continua a debater-se com a ameaça terrorista.

Sendo assim, o treino de dia 9 será aberto aos emigrantes no centro de treinos Domaine de Bellejame, em Marcoussis, com capacidade para cerca de mil adeptos. Fonte da FPF disse apenas ao DN que "é informada e respeita os planos e coordenação das autoridades, através de um oficial de ligação da GNR e outro da PSP, que lidam com as autoridades e a organização da prova". "A FPF é parte interessada, mas não lhe compete coordenar questões de segurança. Estamos concentrados na parte desportiva", acrescentou.

 

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