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OGBL reclama novamente formação profissional em português
2016-03-21
O departamento de Imigrantes da OGBL enviou hoje uma carta ao ministro do Trabalho do Luxemburgo em que reclama formação profissional em língua portuguesa para os trabalhadores da construção, uma reivindicação antiga do sindicato que ressurge um dia antes da visita de Nicolas Schmit a Portugal.

Schmit vai estar em Portugal na terça e quarta-feira para encontros com o seu homólogo e com o presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), numa visita em que vão ser discutidas "possibilidades de cooperação entre a ADEM e o IEFP", segundo a nota do gabinete do ministro.

Na carta enviada hoje, a OGBL recorda a sua "reivindicação de longa data" de organizar cursos de formação profissional em português, "em paralelo com cursos de língua francesa para desempregados pouco qualificados".  

A ideia de ministrar cursos em língua portuguesa para os trabalhadores da construção já tinha sido proposta pelo sindicato luxemburguês em 2008, mas apesar de ter sido constituído um grupo de trabalho entre os dois países, essa hipótese nunca se concretizou. 

Em Fevereiro, durante a visita ao Luxemburgo, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP) voltou a propor a possibilidade de dar formação profissional em português, nomeadamente no Instituto de Formação Sectorial da Construção, cuja frequência é necessária para certificar competências e subir de escalão, mas onde as línguas são uma barreira. "São pessoas com baixas qualificações, que têm dificuldades na escrita, mesmo em português, e se a formação técnico-profissional não for garantida em língua portuguesa, dificilmente acederão a essa mesma formação", disse na altura o secretário de Estado.

Desde 2002 que a lei luxemburguesa exige um diploma emitido pelo Instituto de Formação Sectorial da Construção para progredir de escalão profissional e aumentar de salário. Os cursos são necessários também "para os trabalhadores que caem em situação de desemprego e se querem reconfigurar profissionalmente, adquirindo novas competências", explicou o secretário de Estado. Para os emigrantes portugueses, que representam a maioria dos trabalhadores no sector, isso significa fazer formação e exames "em luxemburguês, alemão ou francês", idiomas "que a maioria não domina", ficando por isso "impossibilitados de aceder a essa formação". 

 

Ler artigo completo no Luxemburger Wort, aqui

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