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Chefe da missão de observação da CPLP considera haver segurança para realizar eleições
2009-06-18

 São Tomé - O chefe da missão de observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) às eleições de 28 de Junho disse hoje,quinta-feira, que o clima "de alguma insegurança", que se vive na Guiné-Bissau não vai influenciar a realização do escrutínio.  

  
"Sabemos que o clima é de alguma insegurança, mas creio que essa insegurança não vai influenciar as eleições propriamente ditas", disse à Lusa Albertino Bragança que já no próximo sábado estará em Bissau para chefiar a missão da CPLP as eleições guineenses.  
  
"Se os próprios guineenses se pronunciaram no sentido de que se deveria manter a data das eleições é porque consideraram que essas eleições são muito relevantes para a vida socio-política do país e certamente viram que havia condições de segurança para que ela se possa realizar", acrescentou o deputado são-tomense.  
  
Referindo-se ao envio de uma força de estabilização para a antiga colónia portuguesa, Albertino Bragança considera que isso "poderia assegurar a estabilidade na Guiné-Bissau e dar mais confiança aos cidadãos e aos investidores". 
  
Considera, no entanto, "que antes de mais é preciso atender o desejo dos guineenses".  
  
"A Guiné-Bissau é um país soberano, vive momentos de instabilidade, mas o envio de forças estrangeiras para um país não pode ser feito à revelia da vontade das autoridades desse país", diz o chefe da missão de observação da CPLP.  
  
Mas reafirmou que, em sua opinião, "poderia ser benéfica, na medida em que tropas estrangeiras pudessem garantir a estabilidade, a segurança. Mas os guineenses conhecem a sua própria situação, vivem a realidade e são eles os detentores da sua soberania".  
  
Albertino Bragança disse que logo que chegar à capital guineense, o seu primeiro acto será contactar uma missão técnica da CPLP que já se encontra no terreno, para logo de seguida encontrar-se com a comissão eleitoral da Guiné-Bissau.   
  
A missão da Comunidade dos Países Língua Portuguesa na capital guineense vai durar 15 dias, sendo uma semana antes das eleições e outra depois das eleições.

Angola Press, aqui, acedido em 22 de Junho de 2009

 

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