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Baixos salários prejudicam funcionamento do Consulado
2016-05-03
A denúncia foi feita, em Lisboa, por Pereira Coutinho e Rita Santos. Os conselheiros das Comunidades Portuguesas consideram que os salários pagos pelo estado português são pouco competitivos e temem que a questão coloque em cheque a eficácia dos serviços prestados pela representação diplomática de Portugal em Macau e Hong Kong.

José Pereira Coutinho, Rita Santos e Armando Jesus aproveitaram a deslocação a Portugal para a reunião plenária do Conselho das Comunidades Portuguesas, que decorreu na semana passada, para deixar um alerta junto das autoridades de Lisboa. Numa entrevista concedida à Agência Lusa, os três conselheiros chamaram a atenção do Governo de António Costa para os baixos salários auferidos pelos funcionários do consulado de Portugal em Macau, tendo em conta o aumento progressivo do custo de vida no território. Pereira Coutinho, Rita Santos e Armando Jesus consideram os baixos índices salariais dificultam a contratação de pessoal e colocam em risco a qualidade dos serviços prestados pela representação diplomática da República Portuguesa junto das Regiões Administrativas Especiais de Macau e de Hong Kong

Em declarações prestadas à agência Lusa à margem da reunião plenária do Conselho das Comunidades Portuguesas, José Pereira Coutinho referiu que “dos últimos cinco [funcionários] que o consulado recentemente contratou quatro já foram embora e o que resto também tem os dias contados, na medida em que os salários praticados são extremamente baixos”.

“Com os salários praticados em Macau não se vai de maneira nenhuma criar estabilidade ao nível dos recursos humanos no consulado de Portugal, pelo contrário, desestabiliza e obriga à repetição dos procedimentos burocráticos para a admissão de funcionários”, disse o também deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM).

No entender de Pereira Coutinho, os baixos salários criam instabilidade nos recursos humanos e afectam os serviços consulares: “As pessoas não têm mãos a medir com o volume de trabalho que têm, principalmente no registo civil e na resolução das marcações para renovação do cartão de cidadão e de passaportes”, sustenta.

 

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