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Vidas partidas. Enfermeiros portugueses no estrangeiro
[PUBLICAÇÃO] O livro Vidas Partidas, de Cláudia Pereira, foi esta manhã apresentado no ISCTE-IUL com a presença da autora, do Bastonário da Ordem dos Enfermeiros (OE), Germano Couto, do Alto-Comissário para as Migrações, Pedro Calado, e do Diretor do CIES-IUL, João Sebastião, além de diversos membros do Conselho Diretivo da Ordem dos Enfermeiros.

Título  Vidas Partidas. Enfermeiros Portugueses no Estrangeiro
Autor  Cláudia Pereira
Editor  Lusodidactica
Data  2015

 

 

Cláudia Pereira, doutorada em antropologia, é investigadora do Observatório da Emigração, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL). Atualmente, desenvolve um projeto de pós-doutoramento sobre a relação entre a crise financeira e a emigração qualificada para Londres. Nesta cidade acompanhou e entrevistou oitenta portugueses qualificados, durante cinco meses, em 2013, tendo-se focado no caso dos enfermeiros. No seguimento do interesse revelado pela Ordem dos Enfermeiros sobre este assunto, acompanhou mais vinte enfermeiros emigrados na Ásia, África e Europa para o estudo que está na origem do livro Vidas Partidas.

O livro conta ainda com participações de Ana Cláudia Moura, Anne Sthör, João Carvalho, Nuno Pinto, Pedro Pita Barros, Rui Pena Pires e Tiago Correia.

 

“Este livro destina-se a assinalar uma época histórica para a enfermagem portuguesa. Histórica pelas piores razões, como bem sabemos – cerca de 12.500 enfermeiros emigraram nos últimos anos, quase sempre tendo como destino a Europa.
O livro Vidas Partidas será de consulta obrigatória quando um estudante, um investigador, um curioso, um político, se quiserem debruçar sobre a área da saúde em Portugal na primeira metade da segunda década do século XXI.
[…] Os enfermeiros portugueses descobriram não o ‘El Dorado’, apesar de no estrangeiro ganharem significativamente melhor do que em Portugal, mas sim o ‘admirável mundo novo’. […] Os enfermeiros que partiram, partindo assim as suas vidas, descobriram, também, que os horários são para respeitar, a carga de trabalho é menor, pelo que têm mais tempo para si próprios, o rácio enfermeiro/paciente é incomparavelmente mais equilibrado e obtêm reconhecimento, rápido, pelo seu desempenho profissional, sendo, ainda, substancialmente melhores as condições gerais de trabalho. […] É que os enfermeiros portugueses estão a ser contactados e contratados muito antes de terminarem as respetivas licenciaturas.” (Germano Couto, Bastonário da Ordem dos Enfermeiros)

 

Para mais informação, ver aqui.

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