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Passar as festas fora porque "também emigramos com os filhos"
2015-12-26
Famílias partem para festejar Natal e Ano Novo com os filhos, netos, pais, primos e sobrinhos que vivem no estrangeiro. À volta de uma mesa bem portuguesa

Duas malas grandes, uma pequena e uma mochila. Roupas, calçado, presentes, produtos de higiene, mas também o bacalhau, demolhado e seco, camarão congelado e azeite. Metidos no avião de Lisboa para Londres nas vésperas de Natal. A couve encomendada no supermercado Patisserie de Lisboa; o bolo-rainha no Café Porto, ambos em Portobello Market. E um salto a Stockwell, área portuguesa, para comprar vinho. Consoada e almoço de Natal bem portugueses, com um cheirinho britânico, as missy's pies e os christmas cracker. E o mesmo se passará no Ano Novo. Tudo à mesa da família Nobre e Silva , um ritual que se repete há três anos, desde que os filhos emigraram.

"De há três anos a esta parte acabaram-se os natais em Portugal, em Lisboa, onde vivemos, ou em Santarém, onde tenho casa. A vida muda e temos de nos adaptar". Helena Nobre, 56 anos, é inspetora de Educação e Ciência do Ensino Superior, para quem as viagens a Londres se tornaram uma constante desde que a filha emigrou. Sempre com várias malas para presentear com o que melhor há em Portugal. "Já levei couves e bolo-rei, agora não, encomendo. O bacalhau é que tem de ser ... e o azeite, que é das nossas oliveiras. O bolo-rei de lá também é muito bom e são filas enormes para comprar e não são só portugueses".

 

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