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No país das mulheres com força inacreditável
2015-12-25
Há táxis partilhados com imagens de Cristiano Ronaldo ou Messi a circular pela cidade de Port-au-Prince e isso faz parte daquilo que Maria experimenta todos os dias. Foi para o Haiti que decidiu ir viver, um ano e meio depois do catastrófico terramoto de 2010 - trabalha nas Nações Unidas e agora conhece os dois lados do país: o das praias indescritíveis e a vida de quem tem nada. O relato de Maria é a quinta história da série “Em pequeno número”, que o Expresso publica nesta semana de Natal e depois na de ano novo sobre portugueses que vivem em regiões em que quase não os há

O dia começa cedo. Maria levanta-se às 6h30 em Port-au-Prince, capital do Haiti. Apesar de ser cedo, a essa hora já é "pleno dia" na cidade. De casa até ao trabalho leva meia hora e nesse caminho cruza-se com o dia a dia de muitos haitianos.

"Crianças e adolescentes a caminho da escola com os seus uniformes imaculados, com o cabelo arranjado ao pormenor, como se caminhassem por estradas pavimentadas e não por estradas de terra."

Desde setembro de 2011 que Maria Ramos, 35 anos, vive no Haiti. Chegou a Port-au-Prince para trabalhar na Missão de Paz das Nações Unidas, onde ainda hoje está. "Trabalho em Gestão e Coordenação de Projetos com o governo haitiano. No princípio não foi fácil, mas foi desafiante, o que me fez continuar aqui. Foi uma grande aposta deixar tudo e começar de novo, não me arrependo de nada."

Conduzir no Haiti é um "grande desafio" e nas estradas circulam os famosos "tap-tap", uma espécie de táxis partilhados usados como transporte público, todos pintados e decorados. "A arte faz parte da paisagem, desde pinturas a fantástica arte em ferro. Podemos encontrar várias pinturas, nomeadamente do Cristiano Ronaldo e das estrelas do Brasil. Quando digo que sou portuguesa, dizem, com um sorriso: ‘Cristiano Ronaldo!' Mas o grande ídolo é o Brasil."

Quando chegou ao Haiti vivia-se ainda num contexto de pós-terramoto. Tinha passado um ano e meio desde a tragédia de janeiro de 2010 que fez mais de 220 mil mortos, 1,5 milhões de desalojados e que resultou em mais de 300 mil casas destruídas, segundo as estimativas do governo haitiano e tendo em conta que os números são muito díspares entre diferentes fontes.

 

Ler artigo completo no Expresso, aqui.

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