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Encantou-se, encanta-se: na cidade daquela pimenta preta
2015-12-21
Filipe encantou-se com o que encanta os curiosos: partir, viajar, sentir. Saiu de cá, foi por aí, mundo fora e vida adentro – regressará, mas por enquanto experimentará. Permanece encantado: abriu um restaurante português na cidade de Kampot, no sul do Cambodja, no dia da liberdade de Portugal – 25 de Abril, no caso o deste ano. Este é o relato descomplicado e inspirador de Filipe, um português a viver num país quase sem portugueses – e a primeira história da série “Em pequeno número”, que o Expresso vai publicar nesta semana de Natal e depois na de ano novo, sobre portugueses que vivem em regiões em que quase não os há.

Quando chegou à cidade costeira de Kampot, no Cambodja, Filipe passou os primeiros tempos a andar de mota, a descobrir a cidade e os seus arredores. Há já alguns anos que ele e uns amigos falavam sobre a ideia de trabalharem para eles próprios, de criarem um projeto comum, de montarem um negócio. Quando se mudou definitivamente para o Cambodja, era com essa ideia que ia.

Para trás ficava um percurso preenchido, mas quando chegou ao Cambodja, Filipe começou por gerir espaços de turismo em Kep e Kampot, mas sem sucesso. "Então aproveitei a abertura de um bar em Kampot para começar a cozinhar produtos locais, com sabores portugueses. Apesar de curta, a experiência deu para ter uma boa ideia do trabalho que viríamos a desenvolver."

Hoje, juntamente com mais dois portugueses, Filipe Duarte é proprietário do Tertulia Restaurante Kampot, um restaurante português na pequena cidade com cerca de 39 mil habitantes.

Conhecida por ter a melhor pimenta preta do mundo, Kampot é a cidade onde Filipe vive, num dos países sem registos de portugueses, segundo as estatísticas recolhidas pelo Observatório da Emigração junto de fontes como os institutos de estatística de cada país, a ONU e os consulados.

 

Ver artigo completo no Expresso, aqui.

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