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França tem várias listas a concorrer à eleição para o Conselho das Comunidades Portuguesas
2015-08-29
As listas que pretendem concorrer, por Paris, às eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), a 6 de setembro, acreditam que este órgão consultivo do Governo tem um papel “importante” na defesa dos emigrantes.

A lista "Paulo Marques, Cívica em defesa dos emigrantes" é composta, entre outros, por mais dois conselheiros das comunidades que se recandidatam ao cargo: Carlos dos Reis, advogado em Orleães, e Mário Castilho, dirigente associativo de Pontault-Combault, nos arredores de Paris. Paulo Marques afiançou que quer garantir "uma certa dinâmica em prol das comunidades portuguesas", sublinhando que dos dez candidatos da sua lista há oito autarcas porque "o objetivo é poder integrar os lusodescendentes que podem ser um trunfo para Portugal, mas um trunfo também para as novas realidades das comunidades portuguesas".

Luísa Semedo, que lidera a lista "Comunidades Ativas e Solidárias", afirmou à Lusa que "se houver uma verdadeira escuta do outro lado", o CCP poderá ser relevante porque os conselheiros podem "solicitar por escrito aos responsáveis das áreas da emigração, fazer perguntas, intervir nos debates e apresentar propostas". A candidata explicou que a maior parte dos integrantes da sua lista fazem parte da rede associativa em França porque o objetivo é "mostrar até que ponto o meio associativo substitui, muitas vezes, o trabalho que podia ser feito pelos governos". Além de Luísa Semedo - que também é a número dois do Partido Socialista pelo círculo eleitoral da Europa nas próximas legislativas - a lista "Comunidades Ativas e Solidárias", conta com Paulo Fernandes, empresário residente em Orleães, e vários dirigentes associativos como Manuel Ferreira, Emília Ribeiro e António Oliveira, entre outros.

Raul Lopes, cabeça-de-lista da "Unidade em Defesa dos Emigrantes", disse à Lusa que o CCP "é importante" mas apontou que "nos últimos anos os sucessivos governos vêm ignorando as tomadas de posição do CCP e, muitas vezes, quando elaboram legislação relacionada com as comunidades não consultam o órgão ou quando o consultam ignoram pura e simplesmente a posição do conselho e tomam medidas contrárias".

 

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