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Emigrantes portugueses optam por blocos de Carnaval em São Paulo
2015-02-14
Emigrantes portugueses em São Paulo optam por festejar o feriado de Carnaval em blocos que saem pelas ruas da cidade, uma tendência tradicional do Rio de Janeiro, que cresce todos os anos na maior cidade do Brasil.

"A cidade tem adotado um pouco a cultura do Rio [de Janeiro], do Carnaval de rua, que está interessante e tem melhorado", afirmou João Paulo Casanova Maia, 35 anos, de Cascais e atualmente morador da Vila Madalena, bairro boémio por onde passam a maioria dos blocos paulistanos.

Casanova Maia afirmou que, em Portugal, o período do Carnaval é tratado como dias de folga e, no Brasil, como festa, folia.

"Eu gosto do Carnaval brasileiro, mas não teria paciência para ir a Salvador, na bagunça", afirmou o vendedor de software no Brasil, onde mora há seis anos.

Nem mesmo o trabalho durante o feriado afastou a empresária Patrícia Amaral, 41 anos, do Carnaval paulistano. Dona de uma padaria na cidade, afirmou que irá tentar aproveitar a festa na noite de sábado, mas antecipou a ida aos blocos para o fim de semana anterior.

"Fui com amigos, ficamos nos bloquinhos, tomamos uma cerveja e ouvimos uma música, estava bem animado. Só a chuva foi ruim", afirmou.

Patrícia Amaral, que vive em São Paulo há 17 anos, já passou o feriado em diversas cidades brasileiras e, inclusive, desfilou numa escola de samba. "Foi muito legal, recomendo para todos", disse.

Apesar disso, prefere o modo de festejar o Carnaval em Portugal, com uma fantasia, na presença de amigos. "Gosto de uma festa mais tranquila, de colocar uma maquiagem e um arranjo na cabeça", contou a empresária.

O empresário André Barreto, 28 anos, de Lisboa, fará um programa comum para os paulistanos: passar metade do feriado na capital e a outra metade na praia, a descansar e a frequentar outras festas.

Barreto disse gostar dos blocos de Carnaval tanto pelo ritmo, quando é samba ou marchinha, quanto por ser um espaço "mais democrático, onde não se paga para entrar e as pessoas se encontram na rua, sem camarotes".

Em quatro anos de Brasil, o empresário passou carnavais no Rio de Janeiro, em Salvador de Baía e em Ilhabela (litoral de São Paulo).

O seu favorito, contou, foi em Florianópolis, no sul do país, não por causa da predominância de música eletrónica, mas pela dimensão das festas.

O clima de verão, disse, é a primeira diferença que um português percebe ao passar a festa no Brasil. "Em Portugal é frio, aqui é calor. E aqui vive-se a festa de outra maneira, com menos fantasias e muitos carnavais diferentes pelo país. No Brasil também as pessoas dançam mais e cometem mais exageros, há uma conotação mais sexual", afirmou o empresário.

 

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