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Nova emigração portuguesa para o Brasil é sobretudo masculina
2014-11-14
O Brasil tem aumentado a concessão de autorizações permanentes a cidadãos portugueses, que representaram nos últimos três anos o segundo maior grupo de beneficiários dessas autorizações, apenas atrás do Haiti. Um estudo divulgado esta semana mostra que o fluxo recente de portugueses para o Brasil é dominado pelos homens.

Brasília - O fluxo de portugueses à procura de uma oportunidade de trabalho no Brasil tem crescido nos últimos anos e Portugal é hoje um dos países em destaque entre os trabalhadores estrangeiros no Brasil, segundo o relatório "A inserção dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro". E o que o documento também mostra é que o fluxo de cidadãos lusos rumo ao Brasil é essencialmente masculino.

Em 2013 foram concedidas no Brasil 541 autorizações permanentes a cidadãos portugueses, dos quais 461 homens e 80 mulheres. Em 2012 tinham sido concedidas 505 autorizações, sendo 442 a homens e 63 a mulheres. Em 2011, segundo dados do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), foram dadas 325 autorizações permanentes a portugueses: 285 homens e 40 mulheres.

Portugal destacou-se nos últimos anos como o segundo maior beneficiário de autorizações permanentes no Brasil, apenas atrás do Haiti, a cujos cidadãos foram concedidas 4.825 autorizações em 2012 e 2.068 autorizações em 2013.

Nos últimos três anos o Haiti teve 43% das autorizações permanentes a trabalhadores estrangeiros no Brasil, Portugal teve 8% e Itália 7%, para citar as origens dominantes.

Apesar do crescimento recente na procura de oportunidades no Brasil, a emigração portuguesa neste país sofreu na década passada uma redução substancial, passando de 213 mil cidadãos no ano 2000 (111 mil homens e 102 mil mulheres) para cerca de 138 mil portugueses no ano 2010 (70 mil do sexo masculino e 68 mil do sexo feminino).

Mesmo assim, em 2010 Portugal era ainda o país europeu com mais cidadãos a viver no Brasil, seguido, de longe, pelos 37 mil italianos radicados no Brasil e pelos 31 mil espanhóis. De fora da Europa, o Japão, com 49 mil residentes no Brasil, o Paraguai e a Bolívia, com 39 mil cada, e a China, com 19 mil, também se destacavam em 2010. 

O estudo "A inserção dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro", apresentado esta semana em Brasília, indica que "durante o período 2011-2013 constata-se um aumento da presença de trabalhadores estrangeiros no país".  "Nesse curto, mas intenso período de chegada de imigrantes, o mercado de trabalho absorveu essa população, tanto nas atividades altamente qualificadas, quanto naquelas que exigem pouca qualificação. Esses fluxos imigratórios no Brasil são cada vez mais diversificados e com diferentes origens: geográficas, sociais, culturais, entre outras", refere o documento.

O ministro brasileiro do Trabalho, Manoel Dias, que entretanto apresentou sua demissão, destacou, na apresentação do estudo, que "o Brasil tem sido procurado porque soube proteger o emprego contra a crise iniciada em 2008 e porque vivemos o pleno emprego, onde algumas atividades tem sido deixadas de lado pelos brasileiros".

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