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Novos emigrantes não se integram na comunidade de acolhimento, lamenta secretário de Estado
2013-10-24

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, alertou hoje que a nova geração de emigrantes "não participa na vida comunitária" no país de acolhimento, o que pode criar problemas quando há dificuldades na integração.

O governante falava à margem do segundo encontro mundial de luso-eleitos - que hoje se reuniram na Assembleia da República -, e durante o qual será discutido, entre outras matérias, o "relacionamento económico, social e cultural entre Portugal e o país de acolhimento".

Questionado pela Lusa sobre a integração dos novos emigrantes, José Cesário observou que estes "são muito diferentes, sob vários pontos de vista, em relação ao emigrante de há uns anos".

Esta nova geração, explicou, mantém "uma relação muito próxima com as suas origens e relaciona-se diariamente com os amigos que deixa em Portugal, nomeadamente através dos meios tecnológicos".

Em contrapartida, os novos emigrantes "não participam na vida comunitária, em regra, o que é lamentável", disse o secretário de Estado das Comunidades.

Um "défice de participação" que, alertou, "cria uma dificuldade: quando há problemas de inserção, quando há problemas sociais, de variados tipos, como a exploração, essas pessoas estão mais isoladas".

"Estamos a fazer um esforço para tentar sensibilizar instituições locais para que possam chegar a essas pessoas, e não é fácil", lamentou o governante.

Outro problema da nova leva de emigrantes é a educação das crianças.

"É frequente hoje as pessoas emigrarem e levarem os filhos consigo. Isto cria problemas de integração, como é o caso de crianças que normalmente não falam as línguas locais e que correm riscos muito sérios de terem um elevado insucesso escolar", referiu.

Por outro lado, Cesário destacou, entre os aspectos positivos, o facto de muitos destes novos emigrantes serem altos quadros, que ocupam "funções de grande relevo em empresas e instituições internacionais", o que é "um factor de promoção do país".

Até sábado, reúnem-se em Lisboa 25 portugueses ou lusodescendentes com funções políticas nos seus países de acolhimento, entre os quais Estados Unidos, Canadá, África do Sul, França ou Suíça, numa iniciativa organizada pelo jornal Mundo Português.

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