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Associação das Beneficências Portuguesas visa fortalecer as entidades e resgatar seu papel histórico
2013-09-12
Em reunião realizada na capital paulista, representantes das instituições, do Consulado-Geral e do Conselho das Comunidades Luso-Brasileiras debateram os primeiros passos para reaproximar as Beneficências da ideia original para a qual foram criadas.

São Paulo - "Um pequeno grupo organizado é melhor que milhares de pessoas desorganizadas". A ideia destacada pelo presidente da Beneficência Portuguesa de Santos, Ademir Pestana, foi a linha motivadora da reunião realizada na capital paulista na tarde desta quarta-feira (11). O objetivo do encontro foi o de iniciar uma reflexão sobre o papel das entidades e de preparar uma associação das Beneficências Portuguesas de São Paulo.

Cada uma das 14 entidades espalhadas pelo estado possui histórias diferentes e está vivendo momentos díspares entre si. Enquanto a Beneficência Portuguesa da capital paulista mantém seu caráter benemérito, sendo o maior complexo hospitalar privado da América Latina, há hospitais que perderam seu caráter filantrópico.

"A iniciativa visa reconhecer publicamente o papel das beneficências portuguesas e compreender em que medidas essas instituições podem cooperar em conjunto para se tornarem mais fortes", afirma o cônsul geral de Portugal em São Paulo, Paulo Lourenço.

As Beneficências surgiram de uma proposta solidária de serem beneficentes, oferecendo parte do seu atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Com o tempo, os desafios foram se aprimorando e hoje envolvem questões administrativas e de gestão. Mas, para que seja mantida a feição filantrópica é necessário que as beneficências se organizem em grupo, para que possam colaborar entre si.

"Nossa missão é ajudar outras Beneficências na parte clínica, médica e de cirurgia. Não posso afirmar que vamos ajudar na parte financeira, pois as instituições beneméritas vêm passando momentos difíceis", pondera o presidente da Beneficência Portuguesa da capital, Rubens Ermírio de Moraes. O filho caçula de Antônio Ermírio lembra que é preciso fazer caixa e administrar bem as finanças, afinal, para cada R$ 100 gastos com atendimento do SUS, o hospital recebe apenas R$ 22.

O evento desta tarde foi organizado pelo Consulado Geral juntamente com o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo, e contou com representantes de apenas seis Beneficências do estado. A ausência de mais da metade das entidade é justificada pela inversão de seus papéis.

"Infelizmente algumas Beneficências seguiram caminhos comerciais e se afastaram da ideia da benemerência", explica o presidente do Conselho, Antonio de Almeida e Silva. "A ideia desse evento é justamente resgatar a importância que elas continuam tendo para a comunidade portuguesa em São Paulo".

Para iniciar a organização do grupo e incentivar a adesão das demais beneficências do estado, foi elaborado um documento ao final do evento estabelecendo áreas de interesse, métodos de trabalho e o processo de colaboração, incluindo empresas portuguesas do setor hospitalar situadas na capital paulista. "A partir daqui, são as beneficências que vão ditar o seu sucesso ou não", reitera o cônsul.

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