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Prémio Empreendedorismo na Diáspora galardoou português líder na venda de ambulâncias em França
2013-06-19
Mapril Baptista, empresário português que lidera a venda de ambulâncias em França, foi o vencedor do prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, que recebeu das mãos do Presidente da República. O galardão destina-se a cidadãos portugueses que residem no estrangeiro e se tenham distinguido pelo seu papel inovador nos países de acolhimento. Portugueses com “espírito empreendedor” e que “assumem um papel da maior importância enquanto referência mobilizadora” para o seu país natal, como destacou Aníbal Cavaco Silva durante a cerimónia de entrega do prémio.

Aos 6 anos Mapril Baptista deixou o Bombarral com os pais em direcção a França. Começou a trabalhar como condutor de ambulâncias em 1974 e hoje, aos 57 anos, detém a empresa que lidera a venda de ambulâncias naquele país, e em 2004 abriu em Portugal uma fábrica onde são montadas os veículos que vende também para outros países. Este espírito empreendedor que o acompanhou em França e o levou a investir no seu país natal, valeu a Mapril baptista a escolha para receber prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa de 2013, entregue pelo Presidente da República no dia 6 de junho.
A terceira edição do galardão recebeu 155 candidaturas de empresários portugueses com idades entre os 25 e 94 anos - que actuam numa diversidade de sectores, desde a construção civil, actividades agrícolas, empresarial e financeiro, investigação e ciência, restauração, desporto, turismo e o empreendedorismo social - e oriundos de 37 países, onde se destaca a participação, pela primeira vez, de candidatos do Índia, Malásia, República Checa e Venezuela.
A COTEC Portugal decidiu distinguir ainda com uma menção honrosa a empresária portuguesa residente na Suécia Teresa Lundahl54 anos, fundadora da Mateus Stock AB, uma empresa de cerâmica que combina o design moderno com o artesanato tradicional português. e cujas peças são fabricadas à mão em Portugal. Com mais de 70 colaboradores e um volume de negócios de cerca de nove milhões de euros, a empresa exporta para diversos países, como Austrália, Canadá, Estados Unidos, Japão e Rússia.
A atribuição do galardão realizou-se no âmbito do encontro «FAZ - Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa», que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, numa organização conjunta da COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação e da Fundação Calouste Gulbenkian. Para além da entrega do prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, o encontro culminou ainda com a atribuição do galardão Ideias de Origem Portuguesa, que promove projectos de empreendedorismo social. Este ano, o prémio foi atribuído ao projeto «Orquestra XXI», que pretende juntar 40 músicos portugueses da diáspora numa digressão de uma semana por Portugal.
No discurso de entrega dos prémios, o Presidente da República lembrou que a diáspora portuguesa "integra o núcleo identitário fundamental da presença de Portugal no mundo" e fez notar que uma relação mais próxima e atuante com as comunidades portuguesas no estrangeiro é "um factor decisivo para a nossa afirmação no plano internacional". "Tenho insistido na necessidade de melhorar o modo como vemos e nos relacionamos com as comunidades portuguesas da diáspora. Retóricas de ocasião terão de dar lugar a uma nova lógica de relacionamento e a acções concretas que permitam uma aproximação com resultados efectivos", defendeu Aníbal Cavaco Silva.
O Chefe de Estado reconheceu que Portugal atravessa um período de "grandes desafios", mas que tal é também "um percurso de aprendizagem e adaptação a uma realidade com novas exigências". Perante este cenário Cavaco Silva afirmou que temos que ser capazes de "ultrapassar as barreiras que nos limitam, de encontrar novas soluções, de explorar novos recursos". Na intervenção feita perante candidatos ao prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa e as dez equipas finalistas do prémio Ideias de Origem Portuguesa, o Presidente da República homenageou o "espírito empreendedor dos portugueses", em particular daqueles que nos países onde residem, obtiveram "um merecido sucesso, fruto de notáveis percursos profissionais e de cidadania".

MAPRIL BAPTISTA
De condutor a dono de um império
Começou a trabalhar em 1974 como motorista de uma ambulância e, 38 anos depois, gere a empresa número 1 em venda de ambulâncias em França, tendo cerca de 98 por cento da quota de mercado na região da Île de France e 50 por cento em todo o país.
A Les Dauphins, que criou em 2000, apresenta atualmente um volume de negócios de 50 milhões de euros".
Antes dela, Mapril Baptista - que se lançou por conta própria ainda na década de 70, com a criação da Maprilanne - chegou a ter 17 empresas de transporte de doentes, o que lhe deu visibilidade no mundo empresarial.
Com a Les Dauphins começou a fazer as primeiras encomendas de ambulâncias a Portugal, mas apenas para consumo da sua empresa, mas em 2002 iniciou a venda de ambulâncias e em 2004 fundou a Capsud, que implantou em Aveiro, porque a empresa a quem recorria em Portugal começou a não ter capacidade de resposta para as suas encomendas. As ambulâcias são todas transformadas na unidade em Portugal.
Aos 57 anos, Mapril Baptista coordena uma equipa de 120 pessoas (60 em Portugal e 60 em França), algumas das quais trabalham com ele há mais de 30 anos, e a quem também dedicou o prémio que recebeu das mãos de Cavaco Silva.
"Realizei o meu sonho de trabalhar em França e também em Portugal", confessou no discurso e agradecimento. Em 2011 foi considerado o melhr português a trafalhar em França, pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa. É vice-presidente do Lions Club de Montfermeil Coubron, entidade da qual faz parte há 20 anos.

ORQUESTRA XXI
Impacto na cultura portuguesa
Foi intitulado «Orquestra XXI», quer juntar 40 jovens músicos portugueses da diáspora numa digressão de uma semana por Portugal. Foi o vencedor da segunda edição da iniciativa Ideias de Origem Portuguesa, e recebeu um prémio no valor de 25 mil euros. A Orquestra XXI pretende desenvolver ainda actividades pedagógicas através do trabalho com jovens e estudantes de música. A escolha do programa dos concertos dará destaque ao repertório de autores portugueses.
O «Fruta Feia» recebeu o segundo prémio, no valor de 15 mil euros. Através da criação de uma cooperativa de consumo, o projecto visa canalizar parte do desperdício alimentar, a preços mais baixos, para o consumidor que não julga a qualidade pela aparência, tendo como parceiros vários produtores locais e regionais. O terceiro lugar, e o prémio de 10 mil euros, coube ao «Rés-do-Chão», uma plataforma intermediária entre proprietários e arrendatários, que propõe revitalizar espaços térreos desocupados, para dinamizar as ruas e reabilitar as cidades.

Ana Grácio Pinto
apinto@mundoportugues.org

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