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Bolsas em França triplicam
2012-10-09
Descendente de madeirenses recebeu a primeira

O número de candidatos às bolsas de estudo que a embaixada de Portugal em França atribui a alunos luso-descendentes no ensino superior, com o patrocínio da Secretaria de Estado das Comunidades e de privados, triplicou neste ano lectivo.

No ano lectivo de 2011/2012, houve 50 candidatos para 50 bolsas. Este ano, o júri teve que analisar o triplo das candidaturas: 150 alunos concorreram às 53 bolsas disponíveis, cada uma no valor de 1.600 euros.

Para Jorge Portugal Branco, da embaixada de Portugal em Paris e membro do júri que analisou as candidaturas, este aumento "é um sinal claramente positivo".

O sociólogo destacou o facto de "as candidaturas [serem] cada vez mais diversificadas" e lembrou que, sendo o sistema de atribuição destas bolsas "antigo", é "cada vez mais conhecido".

As bolsas foram atribuídas a estudantes das mais diversas áreas, desde Economia, Engenharia, Gestão e Comércio, a Direito, Comunicação, Música, Enfermagem e Medicina. A diversidade verificou-se também no nível académico: de Licenciaturas a pós-Doutoramentos.

Anne Sophie de Azevedo, 25 anos, estudante de Enfermagem, foi a primeira a receber aplausos e um cheque. Contou depois à Lusa que nasceu em França, filha de portugueses naturais da Madeira, estudou Sociologia e Antropologia, mas quis voltar à escola.

"Já não vivo em casa dos meus pais, já estudei alguns anos", disse. Este dinheiro, acrescentou, "é uma grande ajuda" porque vai evitar que tenha que conjugar a carga horária do curso de enfermagem com um emprego de fim-de-semana.

Para Miguel Abolivier, de 20 anos, estudante de Ciência Política, o apoio vai ajudar nos custos de alojamento e nas deslocações a conferências, durante o ano lectivo. Este filho de pai francês e de mãe portuguesa, de Viseu, considera que a iniciativa "desenvolve a relação entre os luso-descendentes e Portugal". 

A  falar pelo embaixador de Portugal em Paris, Ana Paula Vicente saudou o "gesto de profunda simpatia" dos privados que cofinanciaram a iniciativa "apesar da crise".

Luís Castelo Branco, da administração do BCP, que assegurou 15 das 53 bolsas hoje atribuídas, disse à Lusa que, apesar da conjuntura económica, o banco considerou que "o esforço vale a pena".

"Pensamos, por um lado, que temos uma obrigação social, e, por outro lado, [que este gesto] é uma forma de apostar no futuro. Uma comunidade portuguesa com formação tem uma força completamente diferente", acrescentou.

As 53 bolsas de estudo hoje atribuídas foram patrocinadas pelos bancos BCP, Espírito Santo e de la Vénétie, Caixa Geral de Depósitos, pela seguradora Fidelidade Mundial, pela distribuidora de papel INAPA e pela Secretaria de Estados das Comunidades Portuguesas.

Lusa e Diário de Notícias da Madeira, aqui.

 

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