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França: oito candidatos com «costela portuguesa»
2012-06-16
A participação da comunidade «é cada vez maior» e os partidos olham de outra forma para os portugueses

Por Catarina Pereira

Há oito candidatos de origem portuguesa na segunda volta das eleições legislativas, segundo as contas da Associação Cívica, dos eleitos portugueses, lusofranceses e europeus em França.

Os quatro com mais hipóteses são Christine Pires Beaune do PS, que conseguiu 38,8 por cento dos votos na primeira volta, o comunista Patrice Carvalho, que já foi deputado em 1997, Sophie Cerqueira, também socialista, e ainda o vencedor do círculo de Corbeil-Essones, que será sempre um luso-descendente: ou Cristela de Oliveira da UMP, ou Carlos da Silva do PS, que não é candidato mas é o substituto do ministro Manuel Valls. Mais longe da eleição estão Alexandra Custódio, da UMP, Gégoire Carneiro, do mesmo partido, e Bruno Subtil, da Frente Nacional.

Todos eles passaram «quase toda a vida como franceses», mas «a maioria ainda tem uma costela portuguesa», constatou o presidente da Cívica ao tvi24.pt, sem querer adiantar prognósticos para domingo: «Tudo vai depender da mobilização dos eleitores e da abstenção.»

Segundo Paulo Marques, os oito luso-descendentes «fizeram campanha como qualquer candidato, mas com a mais valia de falarem para a comunidade portuguesa e apelarem ao voto desta».

Na primeira volta, seriam «mais de 60» os candidatos à Assembleia Nacional de origem portuguesa. «Em 2007 eram 32, por isso duplicaram», resumiu o presidente da Cívica.

Desde que os jovens nascidos em França começaram a ser inscritos automaticamente nos cadernos eleitorais, «a participação da comunidade portuguesa é cada vez maior». «Os partidos olham de maneira diferente para nós», afirmou Paulo Marques, apontando que a média de cidadãos com origem portuguesa nos círculos eleitorais franceses é «de cinco a dez por cento».

No entanto, a associação lamenta que «a primeira geração» de emigrantes, que não tem nacionalidade francesa, ainda não vote nas legislativas. «Eles já podem inscrever-se nos cadernos, mas as campanhas são pouco divulgadas», lamentou Paulo Marques.

A Cívica congratula-se com o aumento de políticos com origens em Portugal, exemplificando que, «em 1995, havia só uma dezena de autarcas» nesta situação e que agora «são mais de três mil». Ainda assim, critica que os sucessivos governos franceses não tenham um ministro luso-descendente.

tvi24, aqui.

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