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Portas elogia nos EUA "bom senso" dos portugueses
2012-06-06
O ministro dos Negócios Estrangeiros enalteceu hoje, em Washington, o "bom senso" dos portugueses por "cumprirem" perante a crise económica e financeira.

"Em apenas um ano a percepção externa sobre Portugal melhorou consideravelmente", disse Paulo Portas numa palestra no Instituto Europeu, em Washington, segundo excertos da intervenção, divulgados pelo seu gabinete.

"Na diferenciação da situação portuguesa face a outras da zona euro, o facto de Portugal ter estabilidade política, e a circunstância de mesmo em recessão haver diálogo e acordo social, são elementos decisivos", adiantou.

Portas chegou hoje a Washington, depois de ter iniciado na terça-feira em Boston uma visita de 4 dias aos Estados Unidos.

Numa intervenção no Massachusetts Institute of Technology na terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros já tinha sublinhado a melhoria da imagem de Portugal, que permitiu distanciar-se da Grécia, quando há um ano a situação dos dois países era equiparada, entre outros, pelo presidente norte-americano Barack Obama.

"O bom senso desta Nação antiga que é Portugal levou os portugueses a perceberem, e a agirem em consequência, que na situação em que Portugal se encontrava, cumprir valia mais do que hesitar, recuperar credibilidade era mais importante do que acentuar o foco crítico sobre nós", disse hoje Portas no Instituto Europeu.

"Ou seja, os portugueses têm o bom senso de perceber que Portugal tem tudo a ganhar se for visto internacionalmente como parte da solução e não parte do problema", adiantou o ministro, sublinhando os "grandes esforços e sacrifícios para superar a crise da dívida e do défice".

Na terça-feira à noite em Lisboa, numa conferência destinada a assinalar um ano da vitória do PSD nas legislativas, o presidente social-democrata e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, manifestou uma "grande admiração" pela atitude dos portugueses no último ano, que considerou ser de entrega à mudança, de exigência e, ao mesmo tempo, de paciência.

Em Washington, Paulo Portas irá encontrar-se ainda hoje com o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, e com o presidente do comité de Relações Exteriores do Senado, John Kerry.

Ao nível dos legisladores ligados a Portugal, estará com o senador Patrick Toomey, copresidente grupo Friends of Portugal e com os membros do grupo luso-americano no Congresso, que inclui vários congressistas de ascendência portuguesa, democratas e republicanos.

No Instituto Europeu, Portas falou ainda sobre a crise na zona euro. "Se a Europa quer garantir a sua força e a sua respeitabilidade, terá de encontrar não apenas respostas financeiras sólidas a uma crise financeira, mas também respostas políticas robustas e duradouras face a essa mesma instabilidade financeira", adiantou.

O ministro parte hoje para Houston, Texas, onde na quinta feira se encontra com responsáveis da EDP Renováveis, Irá também fazer uma palestra no Baker Institutew of Public Policy sobre o caso de Portugal no contexto europeu.

O objectivo da visita, disse à Lusa o ministro, é mostrar também a "nova geração" da comunidade portuguesa nos Estados Unidos.

"No Portugal, moderno contemporâneo, dinâmico, há empresas e criadores e cientistas com uma reputação de excelência muito elevada e que estão a ganhar mercado e posições num pais tão grande como os Estados Unidos", afirmou.

Económico com Lusa, aqui.

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