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Trabalhadores portugueses fogem de Espanha
2012-05-07

A descida de mais de 50 por cento no número de trabalhadores portugueses em Espanha nos últimos cinco anos e o aumento do desemprego são sinais do fim do El Dorado laboral espanhol.

Os dados estatísticos mais actualizados demonstram o fim do sonho emigrante de um país que em 2006 criava dois em cada três novos postos de trabalho da União Europeia e que rapidamente se transformou num destino para trabalhadores portugueses.

Jovens qualificados portugueses apostaram como nunca no mercado espanhol, ocupando cargos de relevo nas multinacionais, nas empresas espanholas e nas mais de 600 empresas portuguesas (segundo dados da Casa de Espanha e do Circulo de Empresários e Gestores Espanhóis e Portugueses) que operavam no país em 2011.

Os dados mais recentes, facultados à Lusa pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol referem que no final do primeiro trimestre deste ano o número de portugueses desempregados era de quase 24 mil, 10 vezes mais do que os registados no final de 2007.

Os números demonstram que, além dos desempregados que ainda permanecem em Espanha, muitos portugueses optaram por voltar a casa ou seguir para outras paragens.

No final de Março, por exemplo, o número de trabalhadores portugueses inscritos na Segurança Social era de 45.649, menos 10 por cento num ano e quase metade dos registados no final de 2007.

Ainda que entre Fevereiro e Março o número de trabalhadores estrangeiros tenha aumentado ligeiramente em Espanha (mais 0,2 por cento) manteve-se a tendência de diminuição de portugueses.

Salvo excepções pontuais, o número de trabalhadores portugueses tem vindo a cair progressivamente nos últimos anos, depois de ter chegado, antes da crise, a ser o segundo maior entre os cidadãos da União Europeia.

Dados do Ministério do Trabalho e da Imigração confirmam que hoje a comunidade de trabalhadores portugueses é a quinta entre as de cidadãos da UE, depois da Roménia (273 mil), Itália (59 mil), Bulgária (53 mil) e Reino Unido (51 mil).

Esta comparação torna-se ainda mais relevante tendo em conta que em 2007 os portugueses representavam cerca de 11 por cento dos trabalhadores da UE em Espanha e atualmente s apenas cerca de 7,1 por cento.

No dia 09, os chefes de Governo português e espanhol reúnem-se na cidade do Porto,na XXV Cimeira luso-espanhola, que irá incluir reuniões sectoriais e um encontro do Conselho Luso-Espanhol de Segurança e Defesa (CLESD).

Lusa/SOL, aqui.

 

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