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Europa e PALOP abrem portas aos desempregados portugueses
2012-03-30
Alemanha, Reino Unido e países nórdicos são os países que mais tentam recrutar profissionais em Portugal, segundo dados do IEFP. Engenharia, enfermagem e ensino estão no topo das áreas profissionais mais procuradas

Pedro Romano - promano@negocios.pt A Escócia e a Noruega procuram engenheiros, a Suíça quer especialistas de saúde e a Alemanha e Reino Unido e Suíça estão a contratar enfermeiros. A lista, compilada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, está longe de ser exaustiva. Dá apenas uma ideia das qualificações que os países europeus procuram nos trabalhadores portugueses que o mercado laboral nacional já não consegue absorver. 

A acção do IEFP é feita em parceria com os centros de emprego da União Europeia, e complementada com ofertas de emprego dos PALOP. A nível exclusivamente europeu, a rede Eures - uma plataforma que reúne todas as ofertas de emprego - também é uma boa solução. O portal permite saber, por exemplo, quantas ofertas de trabalho para bibliotecários existem na Suécia. Resultado: 73. 

A maior parte das ofertas de trabalho vem da Alemanha - cuja economia tem evoluído em contraciclo com o resto da Europa -, Reino Unido e países nórdicos comoFinlândia e Suécia. O ensino parece ser uma área com bastante procura: professores do Ensino Básico e Secundário, por exemplo, aparecem na frente das ofertas. Mas os PALOP começam a estar cada vez mais presentes nestas listas. 

Ao nível de competências, para além do sector da educação evidenciam-se também as engenharias - com destaque para as que estão ligadas à informática - e a saúde. Os enfermeiros são muito procurados, bem como assistentes sociais, sobretudo em países marcados pelo envelhecimento da população. E há até espaço para cozinheiros, ajudantes de cozinha e trabalhadores do sector hoteleiro. 

Grande parte das ofertas exige disponibilidade para aprender a língua local - mesmo que o inglês seja suficiente numa primeira fase, os empregadores esperam que o trabalhador acabe por dominar a língua local. A boa notícia é que várias empresas - que reconhecem a facilidade dos portugueses neste domínio - financiam a aprendizagem. 

150 mil emigrantes em 2011?

Se do lado dos empregadores a oferta é robusta, do lado da procura o crescimento também não pára. Segundo os dados mais recentes do IEFP, há neste momento cerca de 55 mil portugueses inscritos na rede europeia de serviços de emprego. Em 2010, eram apenas 36 mil. 

A tendência agravou-se significativamente com a subida do desemprego - que atingiu os 14% e os 33% entre os jovens no final de 2011. Perante a degradação do mercado laboral, foi o próprio secretário de Estado da Juventude, Alexandre Miguel Mestre , a incentivar os jovens a olhar para além dos limites do país. "Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras", afirmou em Outubro. 

Para já, os números mais recentes - relativos a 2008 - apontam para uma saída de 100 mil emigrantes. Os dados são recolhidos pelo Observatório da Emigração e apoiam-se em contactos com consulados e institutos estatísticos estrangeiros, pelo que são necessariamente incompletos. Mas, segundo o secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, o fluxo de emigrantes pode ter disparado em 2011. A estimativa do Governo, cujo fundamento Martins não explicou , é de mais 150 mil saídas no ano passado.  

Jornal de Negócios, aqui.

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