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Brasil: Mão de obra portuguesa é «bem-vinda», diz Abrão
2012-01-15
As declarações de incentivo à emigração por parte de autoridades portuguesas não causam nenhum desconforto ao Brasil, afirmou à Lusa o secretário nacional de Justiça do país, Paulo Abrão, garantindo que essa mão de obra é bem-vinda.

«Não vemos nessa atitude nenhum problema que possa configurar algum tipo de desconforto. A recepção de irmãos portugueses, para contribuir para o crescimento da nação, é muito bem-vinda», declarou o responsável. 

Nas declarações à agência Lusa, Paulo Abrão afirmou que a relação do Governo brasileiro com as autoridades portuguesas «é de reciprocidade». «São relações diplomáticas irretocáveis», considerou. 

O secretário nacional de Justiça do Brasil falava à Lusa para comentar o aumento na concessão de vistos de trabalho a portugueses nos últimos meses, que foi o maior, em termos absolutos, entre todas as nacionalidades. 

Segundo dados do Ministério da Justiça, no final de 2009 276.703 portugueses viviam no Brasil com visto temporário ou permanente. Em Junho de 2011, esse número atingia os 328.856. 

Paulo Abrão atribui o aumento a factores de ordem «económica, política e cultural», negando que tenha havido qualquer mudança administrativa ou legal por parte das autoridades brasileiras que facilitasse a entrada de portugueses. 

«Isso é um reflexo do crescimento económico do Brasil. A nossa economia tem-se consolidado no mercado internacional», declarou. 

O governante cita a elevação nos índices de investimentos estrangeiros no país, a sua maior exposição internacional em virtude do Mundial2014 de futebol e dos Jogos Olímpicos de 2016 e a tradição brasileira de receber imigrantes como factores atractivos de mão de obra. 

Apesar de não ter havido nenhuma mudança recente de regras, a entrada de mais trabalhadores portugueses pode estar relacionada com a consolidação dos tratados de cooperação e de facilitação da circulação de pessoas entre o Brasil e Portugal, assinados no início dos anos 2000. 

«É claro que todo e qualquer acordo de cooperação tem um tempo de maturação, seja para a sua difusão entre os agentes governamentais, seja para o conhecimento da população», afirmou o secretário nacional de Justiça. 

Abrão rejeitou, assim, as críticas por parte de alguns cidadãos portugueses que dizem ter muitas dificuldades para obter vistos. «Os números falam por si», afirmou o responsável. 

A crise em Portugal é considerada o principal motivador do aumento da emigração de trabalhadores. Apesar do prognóstico de agravamento da situação económica em 2012, Abrão disse que o Brasil não pretende impor limites à entrada de portugueses. 

Diário Digital / Lusa, aqui.   

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