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Macau "não é um maná", mas "não é difícil" arranjar emprego -- Pres. Conselho das Comunidades
2012-01-06

Macau, China, 06 jan (Lusa) - Macau "não é um maná", mas "não é difícil encontrar emprego", defendeu hoje o presidente do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, Fernando Gomes, em declarações à agência Lusa.

"Penso que não é difícil encontrar colocação de emprego em Macau, mas é preciso ter noção que não são empregos de quatro, cinco ou seis mil euros", disse Fernando Gomes, realçando que o território pode absorver "dois mil ou três mil" portugueses nos próximos dois anos "sem grandes atropelos".

Na área de hotelaria ou serviços, exemplificou, "não é difícil" encontrar emprego com salários de "pelo menos 1.000 a 2.000 euros" - o que, hoje em dia, "não se consegue" em Portugal - e a procura "tem sido bastante grande [ao nível] do recrutamento de trabalhadores".

O responsável antevê, por isso, que não será muito complicado para a comunidade portuguesa que emigra "porque quase todos dominam o inglês".

Fernando Gomes falava na sequência das declarações proferidas ao Jornal Tribuna de Macau em que afirmou, num olhar para 2012, que "Macau pode absorver dois a três mil portugueses nos próximos dois anos".

Fernando Gomes considera a perspetiva realista tendo em conta, nomeadamente, "o aumento da procura, novos casinos", bem como abertura de um outro complexo que, de acordo com as estimativas, apontou, irá recrutar para a primeira e segunda fases entre 10 mil a 15 mil trabalhadores dentro de cinco a seis meses.

"Onde é que vamos encontrar essas pessoas em Macau com uma taxa de desemprego de 2,8 por cento?", questionou.

Fernando Gomes tem visto de forma "positiva" a vaga de jovens que nos últimos tempos tem chegado ao território, considerando que "é bom" e que "é uma forma de reavivar e dinamizar" a comunidade local.

"A comunidade portuguesa tem estado um bocadinho tépida. É preciso um certo rejuvenescimento e muitos deles até acabam por se radicar, o que é um bom sinal", rematou.

Em Macau, e de acordo com os dados do consulado português, estão inscritos cerca de 125.000 cidadãos nacionais, com uma larga maioria de pessoas de etnia chinesa.

Já a população macaense - de origem portuguesa e chinesa - deverá variar entre 10.000 a 15.000 enquanto que os portugueses oriundos de Portugal não deverão ultrapassar 3.000 pessoas.

DM.

Lusa/fim, aqui.

 

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