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José Cesário visita África do Sul para estudar "novas soluções" para ensino de português (C/ÁUDIO)
2012-01-06

*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***

 

Lisboa, 06 jan (Lusa) - O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, defendeu hoje a necessidade de se encontrarem "novas soluções" para o ensino de português na África do Sul, onde, segundo afirmou, os professores de Portugal que lá são colocados "desistem sucessivamente".

"É uma matéria muito complexa. Os professores que sucessivamente lá são colocados faltam, desistem, e vamos ter de encontrar novas soluções. Para já, está definido um caminho, que passa por recorrer, a partir de agora, a muito mais contratação local do que até aqui", disse José Cesário, que no sábado inicia uma visita de cinco dias a Joanesburgo e Pretória.

O ensino da língua portuguesa e as questões da segurança são os temas centrais da agenda de José Cesário, que tem encontros marcados com o coordenador de ensino, conselheiros das comunidades e personalidades locais.

"Quero ter opiniões diversificadas e a certeza de como podemos melhorar este serviço", disse.

O responsável pela pasta da emigração lembrou que a segurança se deteriorou nos últimos tempos na África do Sul e que durante a viagem pretende igualmente fazer um ponto se situação sobre esta matéria com a comunidade portuguesa.

José Cesário mostrou-se "preocupado" com "algum envelhecimento da comunidade" e com o relacionamento dos luso-descendentes com Portugal, adiantando que estas serão igualmente questões a marcar o programa da deslocação.

"Tem havido algum afastamento dos luso-descendentes relativamente às instituições da comunidade. Vamos ter lá em breve uma ação virada para esse setor e quero atualizar-me relativamente a essa questão", afirmou.

A visita inicia-se sábado em Joanesburgo, onde José Cesário permanecerá até terça-feira.

Além de encontros com o cônsul local, conselheiros das comunidades, movimento associativo e personalidades locais, o secretário de Estado deverá homenagear, no domingo, as vítimas portuguesas da criminalidade no país, depondo uma coroa de flores no monumento que lhe é dedicado.

O último dia da deslocação, quarta-feira, será dedicado à comunidade portuguesa de Pretória.

Na África do Sul, vivem cerca de 400 mil portugueses e luso-descendentes, uma comunidade maioritariamente constituída por comerciantes e pequenos empresários que têm sido vítimas da insegurança que afeta o país.

Em novembro último, um casal de portugueses oriundos da Madeira foi assassinado a tiro em casa.

Este crime elevou para quatro o número de portugueses e luso-descendentes assassinados no último ano na África do Sul, três dos quais na zona consular de Joanesburgo.

 

CFF

 

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