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Luso-descendentes no estrangeiro facturam mais de 4,5 mil milhões
2011-11-13
Empreendedores portugueses na diáspora podem ajudar as empresas portuguesas através dos seus contactos.

António de Albuquerque

Políticos, economistas e gestores partilham todos da mesma solução para Portugal sair da actual crise financeira, mas sobretudo económica. Portugal tem de fazer crescer as exportações e desta forma reduzir o défice externo. Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia e Emprego, já assumiu dois objectivos, um de médio e outro de longo prazo. "Portugal deverá ter a ambição de exportar cerca de 50% do PIB daqui a cinco anos, chegando aos 70 ou 80% daqui a 20 anos", afirmou o ministro da Economia recentemente no Parlamento. A questão que se coloca é saber como se chega lá, sobretudo numa altura em que os recursos financeiros são escassos, se não nulos. Então porque não aproveitar as oportunidades que existem na diáspora portuguesa para potenciar o crescimento das suas exportações?

A Cotec, liderada por Daniel Bessa, acredita na maximização de oportunidades dos empresários lusos que dão cartas em mercados externos. Razões para a instituição ter lançado a 4ª edição do "Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa" que tiveram como vencedores na última edição António Frias e João Mena de Matos. Antonio Frias gere uma empresa com mais de 600 trabalhadores no sector da construção (é a quarta maior empresa do sector nos EUA), molda o betão de projectos como os do arquitecto Frank Gerry. João Mena de Matos é co-fundador e CEO da EDC - European Design Centre, que funciona como um laboratório de ‘research' criativo e que oferece serviços de consultoria em inovação.

Face ao sucesso destes empresários, a ideia da Cotec é simples. Os empreendedores portugueses na diáspora podem ajudar as empresas portuguesas através dos seus contactos como agentes facilitadores e assim potenciarem o crescimento das exportações.

E os exemplos de empresários lusos de vários sectores de actividade que vingaram em mercados além fronteiras multiplicam-se e o Diário económico dá a conhecer alguns. E a importância destes empresários está bem patente nos volumes de facturação, bem como no número de postos de trabalho que criaram.

"A partir dos dados da última edição deste prémio, os empreendedores candidatos empregam mais de 60 mil de colaboradores e apresentam um volume de negócios global da ordem dos 4,5 mil milhões de euros", afirma Isabel Caetano, directora de projectos na Cotec Portugal. E acrescenta: "Conhecer melhor esta comunidade de empreendedores da Diáspora, reforçar as ligações do País e a esta rede, definir uma abordagem específica e plurianual para uma melhor interacção com as prioridades de desenvolvimento do País constituem oportunidades que, hoje mais do que nunca, teremos de aproveitar".

Para Filipe de Botton, presidente do júri da última edição destes prémios, "este projecto da Cotec visa dar um impulso às relações entre Portugal, a diáspora portuguesa e os países de acolhimento da mesma pelo mundo. Os vencedores das anteriores edições deste prémio são representantes de elevado valor nos países em que se encontram inseridos e têm projectado o nome de Portugal e dos portugueses nos vários sectores e mercados em que se encontram".

Melhorar a imagem do País

Para Isabel Caetano, existem duas vias para alavancar a imagem internacional do País. A primeira através de uma "via assente na internacionalização das empresas e das organizações portuguesas cujo impacto, através da qualidade e do carácter inovador dos seus produtos ou serviços, contribui decisivamente para a alteração da imagem do País", salienta. A segunda, a "via focada na diáspora portuguesa. Portugal tem uma rede de portugueses espalhados pelo mundo cujo valor é reconhecido mas muitas vezes esquecido", conclui. E apesar do sucesso alcançado por estes empresários além fronteiras a ligação a Portugal não é esquecida, bem como o empenho em contribuir para soluções. E, talvez por isso, a responsável enfatiza o facto de "nas quatro edições deste prémio, a COTEC Portugal recebeu cerca de 200 candidaturas de mais de 30 países de todos os continentes".

60 mil postos de trabalho

A importância destes empresários está bem patente nos volumes de facturação, bem como no número de postos de trabalho que criaram. Segundo a Cotec, os candidatos ao Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa empregam mais de 60 mil de colaboradores e apresentam um volume de negócios global da ordem dos 4,5 mil milhões de euros.

 

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