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Impostos: Descer TSU é argumento para captar investimentos - Câmara de Comércio Luso-Belga-Luxemburguesa
2011-10-10

O presidente da Câmara de Comércio Luso-Belga-Luxemburguesa considerou hoje que a descida da Taxa Social Única pode funcionar como um bom argumento para a entrada de capitais estrangeiros em Portugal, apesar do contexto económico não ser o mais favorável.

"A crise (financeira) não ajuda, neste momento, o contexto não é o mais favorável, no entanto, eu creio que Portugal continua a apresentar bons argumentos para proporcionar o investimento estrangeiro", disse Luís Galvão em declarações à Agência Lusa.

"Penso que se tornará mais favorável quando for levada em frente a medida de diminuição da taxa social única, porque o efeito esperado será o de aumentar a competitividade das exportações portuguesas", sublinhou o responsável, acrescentando que as empresas estrangeiras que investirem em Portugal com o objetivo de produzir para a exportação vão beneficiar com esta descida da taxa social única.

O presidente da Câmara de Comércio Luso-Belga-Luxemburguesa lembrou que a "Bélgica já tem um significativo investimento em Portugal", citando as empresas Solvay e Sapec.

Na Bélgica residem 33.084 portugueses entre os cerca de 10,5 milhões de habitantes e, em Portugal, há apenas 1.560 belgas.

Segundo dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), em relação ao comércio de bens, em 2010, Portugal exportou para a Bélgica cerca de mil milhões de euros e importou cerca de 1,6 mil milhões de euros.

No setor de serviços, em 2010, os portugueses exportaram para a Bélgica 504,2 milhões de euros e importaram 276,4 milhões.

Os belgas fizeram um investimento direto em Portugal no valor de 846,8 milhões de euros e os portugueses investiram 26,5 milhões de euros na Bélgica.

Em relação ao Luxemburgo, Galvão frisou que há uma grande comunidade portuguesa - 80 mil pessoas de origem portuguesa num total de 500 mil habitantes -, mas que os fluxos comerciais são reduzidos entre os dois países.

Em Portugal, residem apenas 124 luxemburgueses, segundo dados fornecidos pela Câmara de Comércio Luso-Belga-Luxemburguesa.

"Acredito que há potencial e que, futuramente, este relacionamento importante vai acontecer, mas de momento não tem grande expressão. Não é por causa da crise, pois sempre foi assim", acrescentou.

Os dados do AICEP indicam que no setor de bens, em 2010, Portugal exportou para o Luxemburgo 53,4 milhões de euros e importou 49,7 milhões de euros. No comércio de serviços, os portugueses exportaram 163,7 milhões de euros e importaram 89,9 milhões de euros.

Por outro lado, o investimento direto do Luxemburgo em Portugal, no mesmo ano, foi de 2,4 mil milhões de euros. Os portugueses investiram 1,2 mil milhões de euros no Luxemburgo, segundo dados do Banco de Portugal.

Entre as empresas portuguesas que investem na Bélgica e no Luxemburgo estão a Caixa Geral de Depósitos, Millenium BCP, Grupo Visabeira, Martifer, Sacoor e a Renova, entre outras.

Galvão referiu que o Luxemburgo também sofreu com a crise económica mundial e para os portugueses que estavam na área da construção/imobiliário houve algumas consequências negativas, mas acredita que o país está a recuperar muito bem, apesar de desaconselhar a emigração para lá, neste momento.    

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