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Venezuela: Comunicadores sociais querem mais apoios à comunidade portuguesa carenciada
2011-08-11

 

O Clube de Comunicadores Sociais Luso-venezuelanos (Cslusoven) quer que o Governo de Lisboa pondere continuar a apoiar portugueses que beneficiavam do Apoio Social ao Idoso com Carências (ASIC) e que por diversas razões viram suspensa essa ajuda.

"Estamos preocupados porque há uma redução dos apoios, de parte de Lisboa, há pessoas que recebiam o ASIC e de repente essa ajuda foi-lhes suspendida", disse à Agência Lusa o vice-presidente do Cslusoven.

Segundo Adé Caldeira, "há pessoas que continuam a receber esse apoio, nas duas circunscrições consulares (Caracas e Valência), mas tanto na capital como no interior do pais, há cidadãos a quem lhes foi suspendida essa ajuda e precisam verdadeiramente dela".

Por outro lado precisou que os apoios de Lisboa às comunidades foram um dos temas levantados pelos participantes, durante o 8.º Encontro Nacional de Comunicadores Sociais Luso-venezuelanos que teve lugar durante o fim de semana na cidade de Maracay (100 quilómetros a oeste de Caracas), coorganizado pela Academia da Espetada de Maracay, com o apoio da Casa Portuguesa de Arágua.

Durante o encontro, que contou com a presença do cônsul-geral de Portugal em Valência, António Chrystêllo Tavares, os presentes convidaram as autoridades diplomáticas portuguesas a organizar, em conjunto com a rede associativa luso-venezuelana, um forum bianual sobre apoio social à comunidade portuguesa.

Explicou que participaram quase uma centena de pessoas e que debateram também a importância do registo eleitoral e a necessidade de ampliar a participação consular perante a crescente procura de aulas de português no país.

No texto das conclusões do encontro lê-se que os comunicadores "pedem às autoridades portuguesas que expliquem os motivos da não continuidade da Cátedra de Português na Universidade de Carabobo (200 quilómetros a oeste de Caracas), inaugurada pela Embaixada de Portugal em janeiro de 2010, para a qual foi anunciada a atribuição de um subsídio de 10.000 euros anuais".

Por outro lado pedem à rede empresarial luso-venezuelana que apoie os meios de comunicação social existentes, instando à criação de mais programas radiofónicos dedicados à promoção da cultura e tradições portuguesas.

Os comunicadores instaram a Associação de Jovens Luso-descendentes a impulsionar a criação de núcleos regionais daquele organismo nos Estado de Carabobo e Arágua, e a reativar a seção venezuelana do Clube de Jovens Folcloristas, paralisada desde 2008.

A criação de um forum sobre o ensino do folclore português na Venezuela e a promoção de talentos luso-venezuelanos, foram outros dos temas abordados.

O Clube de Comunicadores Sociais Luso-venezuelanos foi fundado em 2009, tem mais de 200 inscritos e tem por objetivo criar uma rede de contactos profissionais, reforçar a união entre os profissionais e debater temas relacionados com a comunicação social.

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