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Embaixador homenageia comunidade madeirense
2011-07-03
A comunidade madeirense radicada na Venezuela foi homenageada pelo embaixador português em Caracas. Foi durante as celebrações do Dia da Região, este ano sem a presença de uma autoridade madeirense e sem a divulgação de qualquer mensagem.

O embaixador de Portugal em Caracas homenageou a comunidade madeirense radicada na Venezuela, destacando o seu "espírito aventureiro" e o seu empenho em conseguir "mais oportunidades e melhores níveis de bem-estar".
Na Venezuela, as celebrações do Dia da Região Autónoma Madeira são das mais importantes realizadas pela comunidade portuguesa, que segundo fontes não oficiais ascende a 1,5 milhões de pessoas, 80 por cento de origem madeirense.
Este ano, as celebrações tiveram a particularidade de não contar nenhuma autoridade madeirense e de não ter sido divulgada qualquer mensagem do Governo da Região Autónoma da Madeira, uma situação que surpreendeu e está a ser questionada pelos portugueses.
"O espírito aventureiro (das primeiras vagas de emigração) prevalecente nos pioneiros foi-se matizando com o decorrer das décadas, fruto da maior previsibilidade das situações e da acessibilidade à informação", sublinhou o embaixador português.
Mário Lino da Silva falava, na sexta-feira à noite (manhã de ontem na Madeira) para quase um milhar de portugueses, na sua maioria originários de regiões madeirenses, que participavam mum jantar de gala para assinalar o Dia da Região Autónoma da Madeira em Caracas.
"Impõe-se-nos recordar e homenagear todos os homens e mulheres oriundos da nossa pérola do Atlântico que, imbuídos do mesmo espírito aventureiro dos comandantes de barcas (que em 1419 descobriram a Madeira) João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo, procuraram novas paragens em busca de uma vida melhor e encontraram o seu porto de abrigo nestas terras acolhedoras e hospitaleiras venezuelanas", disse.
Segundo o diplomata a procura de "mais oportunidades e melhores níveis de bem-estar" é o objetivo que "tem norteado os vários coletivos madeirenses" e que "só tem sido possível realizar mercê da perenidade de certas dimensões que permitem cimentar o espírito de corpo" que caracteriza estas comunidades.
"Refiro-me à dimensão espiritual e religiosa, ao empreendedorismo, à combatividade, à solidariedade, à generosidade, ao espírito de clã, à gratidão entre outros" disse.    

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