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Professores de português nos EUA e Canadá querem mais apoio do governo
2010-08-04

O presidente da Associação de Professores de Português dos EUA e Canadá, Diniz Borges, defendeu hoje, em Angra do Heroísmo, nos Açores, a necessidade de mais apoio do governo ao português para melhorar o ensino da língua naqueles dois países.


Diniz Borges considerou que esta é uma época de "grandes desafios para a língua portuguesa" naqueles dois países, frisando que "a língua francesa está em declínio no ensino oficial americano" e há cada vez mais pessoas interessadas em aprender português.

Este responsável salientou, no entanto, que há falta de professores e "os que existem precisam de formação para renovar conhecimentos".

O presidente da Associação de Professores de Português dos EUA e Canadá falava aos jornalistas no final de um encontro com a secretária Regional da Educação, Lina Mendes, um encontro que contou também com a presença de seis alunos luso-americanos, os vencedores do concurso sobre a cultura portuguesa.

Neste encontro, os representantes da associação entregaram a Lina Mendes um documento com as principais preocupações dos professores que leccionam português nos EUA e no Canadá, países onde existem grandes comunidades de emigrantes portugueses, nomeadamente dos Açores.

A falta de professores é um dos pontos do documento, tendo Diniz Borges defendido que os docentes estariam "muito melhor servidos se fosse o governo português a ter a pasta do ensino da língua no exterior".

"O Instituto Camões prometeu há duas semanas mais apoios, esperemos que cumpra", afirmou, defendendo a necessidade de "uma política específica para os EUA e Canadá e não uma política global de língua portuguesa, porque há especificidades próprias".

Por seu lado, Lina Mendes considerou que a associação tem "um papel fundamental no ensino e na estimulação para a aprendizagem do português e da cultura", assegurando uma "relação mais estreita" para o futuro, nomeadamente em termos da produção de materiais didáticos no quadro do currículo regional e do plano regional de leitura.

A secretária regional da Educação revelou ainda que está em estudo a criação de uma plataforma de ensino mediatizado, que pode ser "uma mais valia para a formação dos professores que estão junto das comunidades", permitindo que "não se sintam isolados e se mantenham actualizados".

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