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Emigrantes têm momento raro para rir e falar português
2010-07-29

O Sporting trouxe poucos adeptos à Dinamarca, mas as bancadas do Farum Park vão receber um grupo de irredutíveis emigrantes encantados com a rara oportunidade de contactar com um pouco da pátria.

A comunidade portuguesa na Dinamarca (900 pessoas registadas na Embaixada de Copenhaga) tem duas proveniências, "os que vieram para cá nos anos 70 e têm profissões pouco qualificadas, e uma geração recente, na casa dos 30 anos, que tem empregos nas áreas das novas tecnologias", explicou, ao DN, o embaixador João Silveira Carvalho, que não vai ao estádio porque está de férias. Mas há quem vá. É o caso de Cristina Amaro, que vai ao jogo com marido e filhos, apesar de ser benfiquista. "Neste caso, o Sporting é Portugal", explica a adepta de ocasião, ansiosa por receber algo português num país onde não há um único clube ou associação de emigrantes nacionais.

Embora esteja encantada com a qualidade de vida em Copenhaga, Cristina sempre sentiu falta de "falar em português, rir em português". Por isso, dinamizou um site e um grupo do Facebook que vão unindo e marcando encontros entre os portugueses. Do grupo, faz parte Luís Vasconcelos, artista plástico madeirense, emigrado há 27 anos, que vai ao estádio com confiança numa vitória do Sporting, "por 6-0". "Aqui a gente não vê nem uma cerveja ou um chouriço de Portugal", lamenta o emigrante. Em 2011, quando a selecção voltar a Copenhaga, para defrontar a Dinamarca (apuramento para o Euro 2012), "a festa será ainda maior", remata.

Diário de Notícias, aqui.

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