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Ensino de português será alargado aos EUA, Canadá e Venezuela
2010-03-27
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal vai alargar, nos próximos anos, a rede de ensino de português no estrangeiro aos Estados Unidos, Canadá e Venezuela, adiantou à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

António Braga disse que, no caso dos dois países da América do Norte, o incremento do ensino da língua portuguesa será feito em cooperação com o movimento associativo, que mantém já diversas iniciativas em curso.

"Estamos a desenvolver um processo tendente a reconhecer, resguardar e consolidar as iniciativas das associações de emigrantes", adiantou, salientando que, "feito esse trabalho de levantamento, e identificação, avançar-se-á para a organização da própria rede".

António Braga disse que "o esforço de expansão da língua portuguesa, lançado no anterior governo criou condições para defender e divulgar a língua a três níveis: o pilar das comunidades portuguesas, o da CPLP e o internacional".

O secretário de Estado referiu que a conferência sobre o futuro da língua portuguesa, que está a decorrer desde dia 25 até 31 de Março, visa potenciar o desenvolvimento no seio da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) da experiência do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, reorganizando os seus estatutos e dinâmica interna, tornando-o numa organização capaz de dinamizar uma política de língua no contexto dos países que integram o organismo.

"A CPLP quer reforçar o peso da língua quer ao nível institucional nas instâncias internacionais quer ao nível interno em cada país, agilizando o próprio Acordo Ortográfico, e aumentando a cooperação aos diferentes níveis", realçou.

António Braga considerou que está em causa a projecção internacional, o valor económico e não apenas cultural da língua portuguesa, sublinhando que o Instituto Camões - com a gestão agora concentrada no MNE - "está muito empenhado no processo".

"É nossa ambição projectar e estender a rede de ensino, numa primeira fase em África, e estamos já a fazê-lo na África do Sul, na Namíbia e na Suazilândia", acrescentou, lembrando que tais acções estão a ser feitas à luz do fundo para a língua portuguesa.

Os chefes da diplomacia dos "oito" reúnem-se na capital brasileira no último dia da conferência sobre o futuro da língua e vão discutir as propostas resultantes do encontro.

Notícias Lusófonas, aqui.

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