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Luxemburgo aberto à ajuda de Portugal na formação de portugueses no desemprego
2010-03-15

O deputado do PS pela Europa, Paulo Pisco, afirmou hoje que o ministro do Trabalho luxemburguês demonstrou "toda a abertura" para que Portugal possa colaborar na formação profissional dos trabalhadores portugueses no desemprego que residem no Luxemburgo.


Em declarações à agência Lusa após a reunião que manteve com Nicolas Schmidt, o deputado do PS disse que o ministro do Trabalho do Luxemburgo deu "sinais positivos" para que a esses trabalhadores seja dada uma "formação específica".

"Notei a maior das aberturas para que se desenvolva um tipo de cooperação entre os dois governos no sentido de prover uma formação profissional que ajude àqueles que agora estão mais afetados pelo desemprego para que possam ingressar o mais rapidamente no mercado de trabalho", explicou.

 
De acordo com Paulo Pisco, tornar-se-á "eventualmente possível" que formadores portugueses possam ir ao Luxemburgo para dar formação em português nas respetivas áreas aos trabalhadores lusos.

O deputado do PS pela Europa lembrou que um dos problemas que afetam "muitos dos trabalhadores portugueses" no Luxemburgo, "sobretudo os que trabalham na construção civil", é "a dificuldade em termos do domínio das línguas faladas no país: francês, luxemburguês e alemão".

Dos 80 951 portugueses que residem oficialmente no Luxemburgo, 3 700 estão desempregados, indicam os números oficiais.

Segundo a confederação sindical luxemburguesa OGB-L, um em cada três desempregados no país é português.

"O país está confrontado com uma situação que era pouco comum até pouco tempo", disse o deputado socialista, referindo-se ao aumento do desemprego no Luxemburgo, que atualmente "ronda os sete por cento".

Paulo Pisco lembrou que, num contexto de desemprego, "as comunidades estrangeiras acabam sempre por ser as mais atingidas, sobretudo se houver problemas ao nível das qualificações como acontece com a comunidade portuguesa".

Nesse sentido, realçou que receber formação no "momento atual pode ser encarado como uma oportunidade" para o futuro.


"Não no sentido de dar uma resposta conjuntural a este problema, mas [sim] ajudar os portugueses a arranjarem uma formação mais sólida que lhes possa servir para o futuro e também aguentar eventuais embates relacionados com o mercado de trabalho, já que recuperação económica será mais rápida do que propriamente a recuperação do emprego", referiu.

Na visita de três dias ao Luxemburgo, que iniciou na passada sexta feira, o deputado do PS pela Europa visitou o consulado de Portugal e reuniu-se com a direção da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo - CCPL.

 

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