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Museu da Emigração Açoriana
2010-03-01
Memórias de quem partiu

Isabel Pimenta

Nascido do desejo da comunidade emigrante, o Museu da Emigração Açoriana abriu portas em 2005 e desde então não parou de crescer, tanto em espólio como nas actividades desenvolvidas. Mostras e sessões educativas fazem parte do programa mas a grande aposta deste núcleo é a partilha de informação on-line.

Sedeado na Ribeira Grande, cidade da ilha de São Miguel, o Museu da Emigração Açoriana ocupa um bonito edifício onde outrora funcionou o mercado de peixe. Os pregões dali saíram, o espaço foi beneficiado e agora recebe as várias exposições temporárias que vão sendo organizadas ao longo do ano.

A maioria das peças e documentos apresentados fazem parte do espólio do museu, colecção que se iniciou com uma doação do Dr. João Bosco Mota Amaral. Este conjunto reúne diversos elementos, desde fotografias, documentos e objectos de diferentes partes da diáspora açoriana, oferecidos por organizações, instituições e particulares.

As doações são mesmo a principal origem das peças apresentadas, um movimento potenciado pelo próprio museu que procura parceiros nas comunidades açorianas e o contacto directo com os emigrantes, sensibilizando para a necessidade de promover o museu através de entregas que dignifiquem a memória da emigração açoriana. A este processo junta-se a constante busca de espólio pertencente à História que o núcleo se propôs contar.

Museu interactivo

Para além das várias exposições temáticas, o Museu da Emigração Açoriana tem vindo a realizar diferentes acções que se provaram de qualidade e interesse público, quer pela adesão, quer pelas boas críticas. As iniciativas pedagógicas e as de carácter científico são as que se destacam, como é exemplo o projecto "Emigração às Escolas", que consiste numa aula com apresentação de dados, documentos e fotografias sobre os aspectos mais relevantes da emigração açoriana.

Mas é através do seu website que o museu desenvolve os projectos mais audazes. Para já, existe a possibilidade de consultar on-line as fichas de centenas de emigrantes açorianos, que partiram nos anos 50. O museu irá também disponibilizar a pesquisa numa base de dados bibliográfica, que irá permitir o acesso a um conjunto de publicações que abordam a história da emigração portuguesa para os quatro cantos do mundo.

Aos tradicionais métodos museológicos associam-se assim as modernas tecnologias, com o objectivo comum de recuperar memórias e nunca esquecer os que partiram destas ilhas em busca de uma vida melhor.

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