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Português é novo presidente da Jovem Câmara Económica do Luxemburgo - entrevista com Pedro Castilho
2010-01-31
Português de nascimento e luxemburguês de adopção, Pedro Castilho, o novo presidente da Jovem Câmara Económica do Luxemburgo (Jeune Chambre Economique Luxembourg) é abundante em observações incisivas e transporta uma lucidez corrosiva.

Nascido em 1970, a sul de Lisboa, junto ao mar, Pedro Castilho chegou ao Grão-Ducado em 1981, com 11 anos. Tendo ultrapassado positivamente o desafio da língua, é actualmente fluente em cinco idiomas para além da língua materna. Completado o ensino secundário iniciou a sua actividade profissional no histórico banco luxemburguês recentemente rebaptizado BGL BNP Paribas, onde hoje desempenha o cargo de gestor de risco operacional. Durante o ano em curso vai permanecer à frente dos destinos da Jovem Câmara Económica do Luxemburgo (JCE-Luxembourg). Conversámos com ele, em discurso directo.

CONTACTO: O que é a Jovem Câmara Económica Internacional do Luxemburgo (JCEL)?

Pedro Castilho: A JCEL é a secção luxemburguesa da JCI - Jovem Câmara Internacional ( www.jci.cc ), uma organização não governamental fundada em 1915 nos Estados Unidos que integra actualmente mais de 200 mil jovens cidadãos activos, entre os 18 e os 40 anos de idade, em mais de 115 países e 4.583 secções locais. O seu objectivo é integrar jovens líderes e empreendedores para uma mudança positiva e sustentável na sociedade. É uma comunidade onde nos encontramos, aprendemos e crescemos com a partilha de experiências. A nossa filosofia é "juntos cada um pode fazer melhor".

C.: Que percurso fez na organização?

P.C: Iniciei o meu percurso na organização em princípios de 2004. Em 2007 integrei a área da "Creative Young Entrepreneur Luxembourg" (Jovem Empreendedor Criativo do Luxemburgo), da qual assumi a liderança em 2008. Com os bons resultados obtidos - conseguimos colocar um finalista luxemburguês entre os três melhores do concurso mundial - e apoiado por uma equipa de nove membros, considerei que as bases para uma candidatura à presidência estavam lançadas.

Os desafios dão-me energia e a JCEL é uma organização completamente democrática gerida por um órgão colegial. Sabe que todos os projectos em que nos envolvemos são financiados por patrocínios públicos e privados e aprovados previamente pelos membros da JCEL?...

C.: Pode revelar-nos alguns dos projectos futuros da JCEL?

P.C.: A JCE-Luxemburgo foi fundada em 1963 e conta actualmente com 40 membros activos, mais de 200 simpatizantes e 1.500 líderes de opinião que nos apoiam. Para desenvolver-se a JCEL terá necessariamente de ganhar mais visibilidade. Para mim, esta é a palavra-chave. Isso vai permitir-nos atrair mais membros e também financiamento, o que nos permitirá, por sua vez, realizar mais iniciativas no âmbito da nossa responsabilidade social. É um ciclo positivo que é necessário implementar.

Para este ano temos em curso vários projectos: conferências internacionais, fábrica de empreendedores e a criação de uma "public speaking and debating academy", ou seja, uma academia de oratória e debate público. Temos ainda um projecto paralelo que consiste na aquisição de mosquiteiros que enviaremos para países africanos afectados pela malária. Lançar uma secção no sul do país, em Esch/Alzette, é outro dos nossos objectivos para o qual procuramos apoios públicos e financeiros, bem como, jovens cidadãos activos. E isto sempre no respeito dos objectivos do nosso "pai-fundador" [n.d.R.: Henry Giessenbier] de promover o bem comum, beneficiando as populações mais vulneráveis, enquanto se promove o desenvolvimento pessoal dos membros pela formação e participação nos projectos nacionais e internacionais que a organização promove.

Francisco d'Oliveira

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