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Sindicalistas do Luxemburgo querem colaboração de Portugal na formação profissional de emigrantes
2010-01-25

Representantes da central sindical luxemburguesa OGB-L pediram esta segunda-feira à ministra do Trabalho e da Solidariedade Social portuguesa, Helena André, a colaboração de Portugal na formação profissional dos emigrantes portugueses naquele país.

"Temos um problema muito concreto: os portugueses falam a língua portuguesa, mas não falam as outras. Os professores (da formação profissional) são todos de língua luxemburguesa, francesa ou alemã. Como é que vão comunicar?", questionou Carlos Pereira, dirigente da OGB-L.

"Porque não fazer uma colaboração mais forte com Portugal para levar técnicos que possam dar formação profissional em português", acrescentou.

O responsável falava à Agência Lusa à saída da reunião com a ministra do Trabalho, que decorreu em Lisboa.

Na base da preocupação da OGB-L em dar formação profissional aos emigrantes portugueses está a taxa de desemprego que afecta a comunidade.

De acordo com Carlos Pereira, um em cada três desempregados no Luxemburgo é português.

"Dos 20 mil desempregados (no Luxemburgo) uma terça parte é de nacionalidade portuguesa", indicou.

O sindicalista disse ainda que encontrou uma "receptividade positiva" por parte da ministra Helena André para colaborar na questão da formação profissional e sublinhou que, do lado luxemburguês, "todas as portas estão abertas" para que seja encontrada uma solução com Portugal.

Também presente na reunião esteve o secretário-geral da CGTP-IN, Carvalho da Silva, defendeu que a formação profissional é necessária para dar "resposta a uma nova geração de trabalhadores" migrantes.

"A nova geração chega ao Luxemburgo com trabalho imediato, mas muitas vezes acaba no desemprego e a formação que têm é insuficiente", afirmou.

Referindo-se aos esforços do Luxemburgo para tentar resolver o desemprego entre a comunidade portuguesa, Carvalho da Silva disse que pode ser "usado como um exemplo" para outras comunidades.

Na reunião foram também debatidas questões ligadas à segurança social, às reformas dos emigrantes portugueses e à aprendizagem da língua.

Para resolver estas questões, a ministra do Trabalho, Helena André, vai reunir-se na quinta-feira com o seu homólogo luxemburguês, Nicolas Schmit.

Residem oficialmente no Luxemburgo 80.951 portugueses, dos quais 3.700 estão desempregados, segundo dados oficiais.

Lusa

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