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Portugueses, italianos e belgas representam 9% dos idosos
2009-11-25
O governo está preocupado com os estrangeiros idosos que habitam no país. A ministra da Família, durante um encontro promovido para debater a situação deste segmento da população, garante que é necessário ir ao encontro dos idosos que muitas vezes vivem no silêncio, mas que revelam grandes carências. Neste sentido, a responsável pela pasta da família diz que “é necessário implementar uma série de medidas sociais para fazer face a esta realidade”.

 

Para uma troca de ideias e partilha de experiências sobre esta partilha de experiências sobre esta matéria, o ministério da Família convidou Ali Agraniou, coordenador do programa suíço "Pró Senectuté", a Cruz Vermelha e a Câmara de Genebra. Para Agraniou, é fundamental retirar os idosos estrangeiros da solidão em que vivem, promover a sua integração na sociedade e informá-los dos direitos e regalias a que têm direito.

Actualmente, os estrangeiros idosos com mais de 60 anos representam 9% da população luxemburguesa, mas tendo em conta a evolução da migração esta percentagem vai aumentar nos próximos anos. A partir de 1981, a imigração toma novos contornos, para além do aspecto económico os imigrantes começam a ter em conta outros aspectos importantes e as perspectivas a médio prazo cedem lugar às de longo prazo. Desta forma, muitas são as famílias que se instalam definitivamente no Luxemburgo e não regressam ao seu país de origem.

Os estrangeiros idosos que representam 9% da população são de origem portuguesa, italiana, francesa ou belga. Desta forma as instituições de apoio à terceira idade, sejam centros de dia ou lares, devem estar preparados para este multiculturalismo na terceira idade. Segundo o psicólogo, Paul Estegan é necessário preparar e fomentar uma convivência saudável entre luxemburgueses e estrangeiros na terceira idade.

Apesar de o Luxemburgo dispor de vários organismos de apoio à terceira idade, são poucos os imigrantes que os frequentam. Muitos não o fazem por falta de informação, outros devido à barreira linguística. Na realidade, os idosos estrangeiros não sabem falar luxemburguês e têm poucos conhecimentos da língua francesa dificultando a comunicação com os outros utentes e com os funcionários. Para Paul Estegan, outro aspecto a ter em conta é a cultura de cada nacionalidade. No seio da comunidade portuguesa é frequente que os idosos fiquem a viver na casa dos filhos, são poucos os que optam por lares. Para este sociólogo, o objectivo não passa por demonstrar que os lares de terceira idade são a melhor ou a única solução para quem já atingiu a idade da reforma, mas proporcionar aos estrangeiros uma vida com qualidade e que ninguém fique esquecido.

Aneli Silva.

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