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Macau/10 Anos: Portugal tem o "dever" de acompanhar portugueses - ex-secretário adjunto Alarcão Troni
2009-12-07

Lisboa, 07 Dez (Lusa) - Portugal tem o "dever de soberania" de acompanhar a comunidade portuguesa da Região Administrativa Especial chinesa de Macau (RAEM), defendeu o ex-secretário adjunto para os Assuntos Sociais e Orçamento do último governo português do território.

"Há uma comunidade de 140 ou 150 mil pessoas, os portugueses da China, que Portugal tem o dever de soberania de representar e defender", disse José Alarcão Troni à Agência Lusa por ocasião do 10.º aniversário da transferência da administração de Macau de Portugal para a China em 19 de Dezembro de 1999.

"A identidade de Macau passa pela sua natureza luso-chinesa, pela matriz portuguesa, pelo nosso sangue na comunidade macaense e pela grande especificidade de Macau no plano humano que são os 130 mil portugueses de Macau de etnia e cultura chinesa", disse Alarcão Troni.

Para além de uma comunidade originária de Portugal, e de portugueses naturais de Macau, os "portugueses da China" referidos pelo antigo membro do governo de Macau, que exerceu funções entre 1995 e 1999, incluem também os cidadãos de etnia e cultura chinesa portadores de passaporte português.

Alarcão Troni referiu ainda o lugar específico de Macau no universo das relações de Portugal lembrando que "o governo da RAEM criou um órgão próprio, o secretariado para a cooperação com os países lusófonos, por onde passa também a identidade de Macau, e que visa precisamente fazer de Macau o centro e a plataforma das relações da China com o mundo de língua portuguesa".

JMR.

Lusa/Fim, aqui.

 

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