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Desemprego entre portugueses na Suíça representa 6,2 por cento do total
2009-11-24
Em Setembro, 7.657 portugueses residentes na Suíça estavam desempregados, o que representa o número mais alto dos últimos anos. Os dados da Secretaria de Estado da Economia suíça (SECO), referem ainda que o desemprego entre a comunidade portuguesa, atinge 6,2 por cento do total nacional. Números que não impediram o contínuo fluxo de saída de nacionais para aquele país: num ano, mais de 10 mil portugueses emigraram para a Suíça, a maioria jovens com habilitações superiores.

 

Dados da Secretaria de Estado da Economia suíça (SECO), divulgados pela Agência Lusa revelam que existiam em Setembro, 7.657 desempregados portugueses na Suíça. Um número que representa 6,2 por cento do total nacional, e está acima do registado em 2008, quando existiam 5.745 desempregados (5,7 por cento).
Contactada pela Agência Lusa, Mónica Ferreira, sindicalista do UNIA, o maior sindicato da Suíça, atribui o aumento do desemprego entre os portugueses à "crise económica e social que há de momento em toda a Europa". "Os portugueses trabalham em sectores como a construção e limpezas. Sectores onde se sente a crise", acrescenta. A sindicalista aponta ainda dois factores que contribuem para o aumento do desemprego entre a comunidade portuguesa: a falta de formação e o desconhecimento das línguas faladas na Suíça. 
"Os portugueses estão a ver que é importante aprender a língua, seja o francês, seja o alemão. E há também um grande interesse na formação contínua porque perceberam que ajuda a manter o posto de trabalho", diz Mónica Ferreira. Contactado pela Lusa, Manuel de Matos, da Embaixada de Portugal na Suíça, confirma que a taxa de desemprego entre os portugueses é "crescente", especialmente entre os que não têm formação. "Há a tendência de um aumento significativo do desemprego para os que não têm formação profissional", afirma.
Manuel de Matos disse ainda que a Embaixada tem trabalhado para "tentar convencer os portugueses a fazer formação profissional". "Quem não a tem, não tem emprego no futuro", defende, acrescentando que "quando há desemprego, os primeiros a serem atingidos são os que menos formação têm".


Números vão subir

Em declarações à Lusa, o conselheiro das Comunidades Portuguesas na Suíça alertou para a previsão da subida do número desempregados portugueses até ao final do ano "dada a situação das actividades sazonais, muito particularmente no ramo da construção".
"A construção civil vai ficar estagnada por causa das condições climatéricas. Acontece todos os anos. Alguns trabalhadores regressam nessa altura a Portugal, mas os que podem pedir subsídio de desemprego, pedem", explicou Manuel Beja, acrescentando que os portugueses mais afectados pelo desemprego "tem idades superiores a 45 anos" e "estão ligados à indústria". 
"Centenas destes compatriotas e as suas famílias estão a atravessar graves dificuldades financeiras, o que os leva a pensar no regresso", disse ainda o conselheiro.
A comunidade portuguesa é a segunda mais atingida pelo desemprego a seguir à italiana, com 8.248 desempregados. Na Suíça, residem actualmente 204.886 portugueses, segundo os números oficiais do Governo português.

 

 

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