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Desemprego recorde entre os portugueses emigrados na Suíça
2009-11-24
O desemprego entre a comunidade portuguesa residente na Suíça atingiu em Setembro o número mais alto dos últimos anos. Afecta 7657 dos 205 mil portugueses que lá vivem, o que não impede que muitos continuem a procurar aquele país. Num ano, chegaram lá 10 500, sobretudo jovens com estudos superiores.

De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Economia suíça, citados pela Lusa, os desempregados portugueses representam 6,2% de toda a massa sem emprego naquele país. Em 2008 eram 5745 desempregados. A comunidade portuguesa é, assim, a segunda mais atingida pelo desemprego a seguir à italiana.

Segundo Mónica Ferreira, do UNIA, maior sindicato suíço, o aumento do desemprego entre portugueses deve-se à "crise económica e social". Porque "trabalham em sectores como a construção e limpezas, onde se sente a crise". A falta de formação e o desconhecimento das línguas locais são outros factores apontados pela sindicalista. E a situação não deverá melhorar com o Inverno, prevê o conselheiro das Comunidades Portuguesas na Suíça, Manuel Beja, segundo o qual os portugueses mais afectados pelo desemprego "estão ligados à indústria" e têm mais de 45 anos.

Não obstante o panorama, entre os meses de Agosto de 2008 e 2009, chegaram à Suíça 10 520 novos imigrantes portugueses. E com um perfil diferente, garante Manuel Beja: são jovens, com habilitações académicas superiores e à procura do primeiro emprego.

Os contratos de curta duração, os recibos verdes, os salários baixos e a falta de perspectivas de futuro em Portugal são os motivos que levam esses jovens a emigrar, garante o conselheiro. O drama é que, apesar das boas qualificações, muitos também têm dificuldade em arranjar emprego por causa da crise, que também afecta a Suíça. "Conseguem trabalhos passageiros, que não lhes dão muitas garantias. Para trabalhos fixos está muito complicado".


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