"Se sabemos que há muita indignação, para além da consternação, importa também dizer que à gramática das bombas - esta linguagem do terrorismo - não se pode responder com a gramática da violência. Há uma pedagogia da paz indissociável da defesa da justiça social, que nós queremos sublinhar como alternativa", declarou o candidato apoiado pelo Partido Comunista Português (PCP).
O candidato a Belém falou aos jornalistas perto da sala de concertos Bataclan, um dos locais visados pelos atentados de sexta-feira em Paris, onde morreram mais de 80 pessoas, justificando a sua presença "como expressão de solidariedade com a comunidade portuguesa" e "uma solidariedade profunda com o povo francês".
"Perante a indignação, muitos poderão ser impelidos a reagir com intolerância a estes bárbaros acontecimentos e esse não é o caminho", frisou, sublinhando que "é importante repudiar os atos hediondos que estão associados a esta prática de terrorismo" e lamentando "as vidas e os valores da democracia, da liberdade e da tolerância de uma sociedade pluralista que estão a ser postos em causa".
Edgar Silva encontrou-se este domingo com a comunidade portuguesa, em Nanterre, nos arredores de Paris, um dia depois de se ter reunido com emigrantes em Genebra, na Suíça.
"Estivemos a falar de um conjunto de problemas que afetam a comunidade portuguesa, de um conjunto de práticas que não dignificam o Estado português que, em muitas situações, tem virado costas aos que aqui vivem e trabalham. Estivemos também a falar dos meus compromissos enquanto candidato à presidência da República", detalhou Edgar Silva quando questionado sobre o encontro em Nanterre.