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Filme – Mulheres da Raia, 2009, de Diana Gonçalves
2010-07-12
Exibição hoje, na Cinemateca Portuguesa, um filme cujo tema central recupera a memória da fronteira minhota e a sua transformação e relata um episódio importante da história do século XX, protagonizado por uma geração de mulheres que, com a sua actividade, realizavam um intercâmbio diário com o país vizinho.

Na próxima segunda-feira, 12 de Julho, às 21:30h, está marcada a ante-estreia do documentário Mulleres da Raia na Cinemateca Portuguesa. O primeiro filme da produtora e realizadora galego-portuguesa Diana Gonçalves, vai-se projectar na capital do país depois de um longo percurso em solitário e com escassos apoios financeiros. Um documentário que através da força da palavra e do encontro entre mulheres de várias gerações, constrói o passado com a memória ainda viva e presente. 

Mulleres da Raia recupera a memória da fronteira minhota e a sua transformação e relata um episódio importante da história do século XX, protagonizado por uma geração de mulheres que com a sua actividade, realizavam um intercâmbio diário com o país vizinho. Os fenómenos do contrabando e a emigração clandestina durante os períodos ditatoriais franquista e salazarista, são tratados neste trabalho cinematográfico desde a perspectiva de género. Uma proposta pioneira e arriscada para uma produção independente que ao fim de um ano viu a luz. Uma história de luta diária, esquecida pelo tempo e a própria história que a realizadora recupera para o grande ecrã. 

Mulleres da Raia, estreou em Março de 2009, no Play-Doc, Festival Internacional de Cinema Documental (Tui, Galiza), um dos principias festivais de documentário de Espanha, onde esgotou a sessão e encheu o auditório. Como padrinho da estreia, Audrius Stonys, documentarista lituano, autor de várias obras destacadas no género do documentário. 

Depois desta exibição na secção informativa do certame, Mulleres da Raia encetou uma caminhada à descoberta do público que o levaria, em Abril de 2009, aos Caminhos do Cinema Português, em Coimbra, onde foi distinguido com o Prémio da Imprensa para o Melhor Filme. 

Seguiu-se em Junho do mesmo ano o Cinesul, Festival Iberoamericano de Cinema, no Rio de Janeiro. No mês seguinte o Filminho, Festival de Cinema Galego e Português, onde recebeu o Prémio Cinema Minhoto, e em Outubro esteve na Secção Panorama do Festival de Cine Internacional de Ourense (Galiza). No mês de Novembro, participou na Secção Oficial do FIKE, Festival Internacional de Curtas-metragens de Évora, e em Abril de 2010 viu-se distinguido com o Prémio Mestre Mateo, Melhor Documentário 2009, da Academia Galega do Audiovisual. 

O Filme foi projectado nos Cinemas Maldà em Barcelona e em vários museus e instituições de cinema: Museo de Arte Contemporánea MARCO (Vigo) , Centro Galego das Artes da Imaxe CGAI (A Coruña) e emitido pela TVG Televisión de Galicia (2010). 

Numa primeira leitura do trajecto deste documentário, parece estranha a dificuldade de exibição entre nós de Mulleres da Raia, bastante mais divulgado na Galiza, onde as exibições se sucederam com bastante regularidade, do que no nosso país, cuja capital apenas recentemente teve oportunidade de o ver, numa sessão que decorreu na Casa da Achada. 

Mas o palco principal de MULLERES DA RAIA foi a rua. "MULLERES DA RAIA NA RUA" foi o nome que a realizadora pensou para a projecção itinerante do documentário nas vilas da fronteira minhota. Projecções ao ar livre e na praça pública com um significado construído. Os meses de Agosto, Setembro e Outubro foram meses de cinema no Minho. Novamente sem apoios, mas a ideia resultou. A rua estava cheia de gente para ver o seu cinema e ouvir a sua história. 

Agora, é a Cinemateca que dá luz a esta história que mostra outro olhar sobre o país, que convida a reflexão sobre a memória, e a intervenção sobre a nossa realidade. 

Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinemateca 
Gabinete de Relações Públicas 
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